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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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Colheita do milho segunda safra entra na reta final em Mato Grosso do Sul

Segue mantida a estimativa de produtividade de 78,13 sacas por hectare, mas essa média é considerada conservadora para potencial produtivo da cultura

  • André Bento

Mato Grosso do Sul tem 80% das lavouras de milho em boas condições (Foto: André Bento/Arquivo)
Mato Grosso do Sul tem 80% das lavouras de milho em boas condições (Foto: André Bento/Arquivo)

A colheita do milho segunda safra avançou por 1,410 milhão de hectares até o dia 26 de agosto e entrou na reta final em Mato Grosso do Sul. Isso corresponde a 70,8% dos 1,992 milhão de hectares cultivados neste ciclo.

Segundo o boletim Casa Rural divulgado nesta terça-feira (30) pelo Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), a região norte já tem média de 99% da área colhida, enquanto a região sul está com 67,8% e a região central com 63,1%.

Divulgado por Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho), o documento aponta que no comparativo com igual período da safra 2020/2021, a colheita está 0,76% mais adiantada, graças ao tempo seco que permitiu avanço de 20,8% nos sete dias recentes 7 dias.

Ainda de acordo com a publicação, segue mantida a estimativa de produtividade de 78,13 sacas por hectare, mas essa média é considerada conservadora para potencial produtivo da cultura, já que 80% das lavouras estão em boas condições. Por enquanto, também segue inalterada a expectativa pela produção de 9,34 milhões de toneladas de milho na safra 2021/2022.

A equipe técnica do Siga-MS apurou ainda que os vendavais registrados de 15 a 18 de agosto provocaram o tombamento do milho principalmente nas regiões oeste, centro e sudeste de Mato Grosso do Sul.

Os municípios afetados foram Maracaju (4,00%), Miranda (2,50%), Ribas do Rio Pardo (10,00%), Eldorado (5,00%), Itaquiraí (4,00%), Jateí (2,00%), Naviraí (9,00%), Nova Andradina (1,00%), e Novo Horizonte do Sul (3,00%).

“Os produtores afetados terão dificuldade na operação de colheita, pois o dano causado, dependendo da rajada, pode provocar o tombamento total da planta e nesse caso, a plataforma de colheita do milho não consegue efetuar a operação, surgindo adaptações e colheita manual. Vários produtores optam por realizar adaptações com molinete, no intuito de levantar a planta, ou ainda, substituem a plataforma de milho pela de soja”, detalha o boletim Casa Rural.

Porém, o Siga-MS apurou que dos dias 22 a 26 houve colheita nessas áreas e embora a operação seja lenta, o produtor consegue executar toda a colheita da área.