
O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, teve que explicar a Jair Bolsonaro (PL) que o Palácio da Alvorada, onde mora o presidente, é um prédio público. Portanto, Bolsonaro não pode conduzir vídeos de promoção eleitoreira nesses ambientes.
A explanação se deu em razão de Bolsonaro ter chamado a decisão do ministro de “estapafúrdia” e ameaçar que não a cumpriria. “É uma decisão estapafúrdia. Invasão de propriedade privada. Enquanto eu for presidente lá é minha casa”, sustentou. Em seu despacho, o ministro desenhou a Bolsonaro que os palácios não são propriedade privada e têm seus custos bancados com recursos públicos.
Além disso, o ministro também destacou que o Palácio do Planalto também é um prédio público, portanto, bancado pelos brasileiros e não pode igualmente ser usado para fins eleitoreiros.
O ministro também vetou a utilização de recursos e pessoal da presidência, especialmente o tradutor de libras, aos quais Bolsonaro só tem acesso por ser presidente da República.
Com suas ameaças que já se tornaram recorrentes contra o judiciário, Bolsonaro havia dito que não cumpriria tal decisão, entretanto, acabou não querendo pagar para ver. Se desrespeitasse, correria o risco de cometer crime eleitoral.
Na live feita no domingo (25.set), Bolsonaro estava em um outro ambiente. Seus acessores de campanha de reeleição não informaram onde foi feita a gravação. Eis a íntegra da decisão.





























