Fazenda está confiante que governo não prorrogará desoneração de combustíveis

Fontes da equipe econômica do Governo Lula informaram que não está em discussão no Ministério da Fazenda prorrogar, mais uma vez, a desoneração fiscal de combustíveis – PIS/Cofins e Cide.

A afirmação, porém, contraria a ala política do governo, que tenta convencer o presidente de manter o benefício. A desoneração adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi prorrogada pelo governo petista a contragosto da equipe da Fazenda e tem prazo de validade até a próxima terça-feira (28).

A defesa dos aliados de Haddad é pelo retorno integral da cobrança dos impostos, mas interlocutores admitem que outro caminho – considerado menos provável – seria retomar parcialmente a cobrança “em março e o restante mais a frente em 2023.”

À reportagem, essas fontes afirmaram que calculam um impacto de 30 bilhões de reais/ano aos cofres públicos com a manutenção da medida, o que pode comprometer investimentos sociais futuros.

O montante é maior que a soma das principais programas sociais anunciados até o momento, a exemplo da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, do aumento do salário mínimo para 1.320 reais e do auxílio extra de R$ 150 mês para crianças de até seis anos no Bolsa Família.

Banco Central

A posição em defesa da retomada dos impostos é também justificada como forma de dar credibilidade à política fiscal brasileira, para “ajudar” o Banco Central no processo de flexibilização da política monetária e redução da taxa de juros.

Por outro lado, a volta dos impostos poderia gerar pressão nos preços e alta da inflação – o que prejudicaria o cenário para eventual corte do juro pelo BC.

CNN