

Atualmente, o Brasil produz etanol para uso automotivo – tanto diretamente no tanque quanto misturado à gasolina – a partir da cana-de-açúcar e do milho, mas teremos adiante uma terceira origem para o combustível vegetal, o sisal.
A planta, conhecida por ser cultivada no Nordeste, devido ao clima semi-árido da região, é muito utilizada por conta da qualidade de suas fibras, inclusive empregadas no setor automotivo nacional há muito tempo.
Contudo, agora a petrolífera anglo-holandesa Shell está buscando obter etanol a partir da planta, que é famosa fora do país como a variante “Agave-azul”, usada em Jalisco, México, para produção da famosa bebida alcoólica Tequila.
O programa BRAVE, na sigla em inglês, é o desenvolvimento do etanol a partir da agave (sisal) com parceria do Senai Cimatec, para iniciar os estudos para se obter etanol anidro ou etílico hidratado, para mistura com a gasolina da companhia e venda em sua rede de postos.
Em nota, a Shell informa: “A nova etapa do BRAVE prevê o desenvolvimento de tecnologias de mecanização para o plantio e a colheita e de processamento de diferentes espécies de agave. Ambas as frentes de atuação vão correr simultaneamente, ao longo de cinco anos”.
Com investimento de R$ 100 milhões, o acordo do BRAVE foi assinado em Conceição do Coité-BA, grande produtor de sisal no país.
André Oliveira, gerente executivo do Senai Cimatec, disse: “Nossa intenção é usar 100% do potencial do agave para obter etanol, visando a uma nova cadeia de negócios”.
A Shell custeará o programa com recursos da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Oliveira comentou: “A nossa intenção é utilizar 100% do potencial do agave, não só a fibra do sisal, para obter etanol de primeira e segunda gerações, visando à implantação de uma nova cadeia de negócios”.
[Fonte: Estadão]

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