Em MS, 15,7% dos domicílios tem apenas um morador

O IBGE divulgou hoje (16) o estudo das Características gerais dos domicílios e dos moradores 2022, parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, e o resultado mostra que, no ano passado, cerca de 15,7% das unidades domésticas sul-mato-grossenses tinham apenas um morador, 9º maior percentual entre os estados, e essa participação cresceu 1,6 ponto percentual frente a 2016 (14,1%).

Entre as pessoas que moravam sozinhas, 44,9% tinham entre 30 e 59 anos e 39,9% eram idosos (60 anos ou mais). Ainda conforme o levantamento, em 2022, o arranjo domiciliar mais frequente no estado, encontrado em 66,7% dos domicílios, era o nuclear (casal com ou sem filhos, inclusive adotivos, enteados ou de criação).

São também nucleares as unidades domésticas monoparentais (com somente um dos pais morando com os filhos). Predominante em toda a série, a participação dos arranjos nucleares vem se reduzindo desde 2012, quando era encontrado em 68,9% dos domicílios de MS.

Casa própria

Em 2022, a PNAD Contínua estimou em 74,1 milhões o número de domicílios particulares permanentes no país, dos quais 43,5% situados na Região Sudeste (32,3 milhões); 26,0%, na Região Nordeste (19,3 milhões); 15,0%, na Região Sul (11,1 milhões); 7,8%, na Região Centro-Oeste (5,8 milhões); e 7,6%, na Região Norte (5,7 milhões).

Ao classificar os domicílios particulares permanentes em casa ou apartamento ou habitação em casa de cômodos, cortiço ou cabeça de porco, observou-se no Mato Grosso do Sul, o predomínio de casas, que correspondiam a 96,1% (943 mil) do total de unidades domiciliares, os apartamentos totalizavam 3,7% (36 mil) e 0,2% viviam em habitação
em casa de cômodos, cortiço ou cabeça de porco.

Destaque para a modesta, mas significativa expansão do percentual de apartamentos no MS. No ano de 2016, eram 3,1%, passando para 3,4% em 2019 até chegar aos números atuais. Contudo, deve ser observado que, a partir de 2019, o tipo de habitação em casa de cômodos, cortiço ou cabeça de porco, surgiu com 0,5% e apresentou queda em 2022 (0,2%).

Entre 2016 e 2022, observou-se, em MS, uma contínua redução do percentual de domicílios próprios já pagos, que variaram de 59,3%, em 2016, para 51,9%, em 2019, e 51,1%, em 2022. Durante esse período, o percentual de domicílios alugados aumentou de 20,3%, em 2016, para 22,3%, em 2019, alcançando 23,7% em 2022. Houve um
aumento entre os domicílios próprios ainda pagando, sendo que 8,2% viviam nessa condição em 2016, passando para 10,9% em 2019 e chegando a 12,1% em 2022. Foi observada, também, uma redução na percentagem de imóveis cedidos entre os anos de 2019 (14,7%) e 2022 (12,7%).