Homem com tornozeleira é executado com tiros de fuzil na fronteira

Rafael González Bermejo, de 31 anos, foi executado a tiros no início da noite desta quarta-feira (6), em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã (MS). Conhecido nos meios policiais pelos apelidos “Cara Branca” e “Alemão”, ele tinha extensa ficha criminal por tráfico de drogas e armas, além de roubo de veículos. Havia deixado a prisão há apenas 20 dias e usava tornozeleira eletrônica no momento do crime.

De acordo com autoridades paraguaias, Rafael foi atacado por pistoleiros armados com fuzis. A maioria dos disparos atingiu o rosto, desfigurando completamente a vítima. No momento da execução, ele portava uma pistola na cintura com três carregadores, mas não houve tempo para reação.

Ferido em estado crítico

O ataque deixou ainda um segundo ferido: Lucas Salinas Irala, de 20 anos, sobrinho de Ederson Salinas — o “Ryguazu” —, apontado como um dos mandantes do assassinato do jornalista brasileiro Léo Veras, morto em 2020. Lucas foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Viva Vida.

Um panfleto foi deixado no local do crime, mas seu conteúdo ainda não foi divulgado, e as autoridades não confirmaram se tem relação direta com o ataque. A Polícia Nacional do Paraguai e o Ministério Público abriram investigação, que pode estar ligada a outras execuções recentes na fronteira.

Causa da morte: explosão cerebral

Segundo o médico patologista forense César González Haiter, que assina o relatório preliminar da necropsia, a vítima sofreu múltiplos disparos de arma de fogo de alta potência, com provável explosão cerebral como causa da morte. O número exato de tiros ainda não foi confirmado devido ao estado do corpo.

A execução reforça o clima de tensão na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, conhecida pela disputa entre facções criminosas e ataques com características de acerto de contas.