
Uma organização criminosa responsável por movimentar mais de R$ 1 bilhão em um esquema de pirâmide financeira também atuava em Dourados, onde a Polícia Civil, com apoio do SIG (Setor de Investigações Gerais), cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (2). Uma professora, que não teve a identidade revelada, está sendo investigada por participação no esquema, mas não foi presa.
Segundo as investigações, a mulher atuava na captação de clientes interessados em supostos investimentos em moeda digital. Nos locais alvos da operação, os agentes apreenderam um notebook, dois celulares e diversos cartões bancários, que serão periciados.
A ação faz parte da Operação EBDOX, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da 17ª Delegacia de Polícia, da DRCC (Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos) e do SIG/NRI de Dourados. O objetivo é desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes milionárias por meio de falsos investimentos online.
De acordo com a polícia, os golpistas, liderados por indivíduos de nacionalidade chinesa, criaram uma plataforma que prometia altos retornos financeiros. A estratégia era atrair investidores brasileiros por meio de promessas de ganhos rápidos. Porém, ao tentar sacar o dinheiro, as vítimas eram surpreendidas com taxas abusivas e bloqueios, até que a plataforma desaparecia com os valores.
As investigações apontam que uma das empresas envolvidas movimentou mais de R$ 1 bilhão no ano passado. O dinheiro era lavado por meio da compra de criptomoedas, créditos de carbono e até com exportação de alimentos de Boa Vista (RR) para a Venezuela.
No total, a operação cumpre 21 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária em diversas cidades, incluindo São Paulo (SP), Guarujá (SP), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Dourados (MS) e Entre Rios (BA). Também foram determinadas medidas de sequestro de valores.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil segue analisando os materiais apreendidos e investigando o alcance do golpe.





























