30.4 C
Dourados
Domingo, Julho 26, 2026
Início Capa Defesa de Bolsonaro contesta, mas diz que seguirá decisão do STF

Defesa de Bolsonaro contesta, mas diz que seguirá decisão do STF

Placar na 1ª Turma do STF é de 2 a 0 para condenar o ex-presidente; os votos são de Moraes e de Dino

O advogado Celso Villardi, que representa Jair Bolsonaro (PL), disse nesta 3ª feira (9.set.2025) que a defesa aguarda o prosseguimento do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente e os demais réus não estavam presentes à sessão.

Villardi declarou, em conjunto com Paulo Cunha Bueno, o outro advogado do ex-presidente, que discorda dos 2 votos já proferidos (Alexandre de Moraes e Flávio Dino), mas manterá respeito às decisões da Corte.

“O julgamento está mais avançado. Hoje vimos 2 votos. Não concordamos com esses votos, respeitosamente. Vamos respeitar sempre a decisão do Supremo, mas não concordamos. Discordamos da análise do mérito, mas vamos aguardar o prosseguimento do julgamento”, disse.

ZANIN É INTERROGAÇÃO

Para Mateus Milanez, advogado do general Augusto Heleno, o ministro Cristiano Zanin é “um ponto de interrogação” no julgamento.

Em abril, Zanin divergiu quanto à dosimetria da pena da ré conhecida como “Débora do Batom”. Ele fixou a pena em 11 anos, contra 14 anos propostos por Moraes e seguidos por Dino e Cármen. Já Fux defendeu pena de 1 ano e 6 meses.

Milanez avaliou também que Cármen Lúcia deve acompanhar Moraes e que Fux, ainda que sinalize um voto divergente, dificilmente votará pela absolvição de todos os réus.

JULGAMENTO DE BOLSONARO

A 1ª Turma do STF julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 7 réus por tentativa de golpe de Estado. A expectativa é que o processo seja concluído até 6ª feira (12.set), com a discussão sobre a dosimetria das penas. 

Integram a 1ª Turma do STF:

  • Alexandre de Moraes, relator da ação;
  • Flávio Dino;
  • Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma;
  • Cármen Lúcia;
  • Luiz Fux

Além de Bolsonaro, são réus:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, ex-ministro de Segurança Institucional;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil. 

O núcleo 1 da tentativa de golpe foi acusado pela PGR de praticar 5 crimes: organização criminosa armada e tentativas de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. 

Se Bolsonaro for condenado, a pena mínima é de 12 anos de prisão. A máxima pode chegar a 43 anosSe houver condenação, os ministros definirão a pena individualmente, considerando a participação de cada réu. As penas determinadas contra Jair Bolsonaro e os outros 7 acusados, no entanto, só serão cumpridas depois do trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso.

Por ser ex-presidente, se condenado em trânsito julgado, Bolsonaro deve ficar preso em uma sala especial na Papuda, presídio federal em Brasília, ou na Superintendência da PF (Polícia Federal) na capital federal.