Casal é preso por estupro de vulnerável e encobrimento de abusos

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia de Itaporã, prendeu neste fim de semana um homem de 46 anos e uma mulher de 39 anos. Ele é acusado de estupro de vulnerável, enquanto a companheira foi detida por encobrir e ser conivente com os crimes.

A prisão temporária foi decretada pela Justiça após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público. O casal foi localizado em Nova Alvorada do Sul, onde morava atualmente.

De acordo com as investigações, os abusos tiveram início em 2014, quando a família residia em Ponta Porã. Na época, uma das filhas do investigado, então com 9 anos, foi diagnosticada com sífilis, e exames comprovaram a doença também no pai e na madrasta.

Ouvida por psicóloga, a menina relatou que havia sido abusada por um vizinho desconhecido e disse ainda que sua irmã, de 12 anos, também teria sido vítima. Com base nessas declarações, o caso foi enviado à Promotoria de Ponta Porã, mas acabou arquivado por falta de provas de autoria.

Dez anos depois, em julho deste ano, uma denúncia anônima feita pelo Disque 180 reacendeu as investigações, apontando o próprio pai como autor dos abusos e mencionando outras possíveis vítimas.

As filhas do investigado, hoje com 20 e 23 anos, foram novamente ouvidas pela Polícia Civil. Uma delas compareceu à delegacia e confirmou que o pai era o responsável pelos abusos, revelando que foi obrigada a sustentar a versão de que o agressor seria um desconhecido.

A segunda filha prestou depoimento por videoconferência e relatou que os estupros começaram quando tinha cerca de 7 anos e se repetiram até os 11 anos de idade.

Outras vítimas e participação da madrasta

As apurações indicam que outras meninas também foram violentadas, incluindo enteadas do suspeito e até a filha da atual companheira. De acordo com os relatos, a mulher tinha conhecimento dos crimes, ajudava a encobri-los e ainda coagia as vítimas a permanecerem em silêncio.

Há registros de ocorrências semelhantes em outras delegacias do Estado, como em Campo Grande e Nova Alvorada do Sul, que reforçam os indícios contra o homem.

Diante das provas reunidas, a Justiça decretou a prisão temporária do casal, que foi encaminhado para a Delegacia de Itaporã, onde permanece à disposição da Justiça.

As investigações continuam com o objetivo de identificar todas as vítimas e esclarecer a extensão dos abusos cometidos ao longo dos anos.