
A Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) realizou, nesta sexta-feira (14), uma fiscalização em um estabelecimento comercial no Jardim Ivone, em Ponta Porã. No local, os agentes encontraram 58 garrafas de coquetel alcoólico da marca Shirlof, a mesma produzida irregularmente na fábrica clandestina descoberta em Terenos no início do mês.
A ação integra a Operação Metanol e contou com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, da Vigilância Sanitária e do Procon municipal. A equipe foi ao local após a suspeita de ligação entre a conveniência e a produção ilegal. Durante a vistoria na fábrica clandestina, foram encontrados pedidos de venda destinados ao comércio de Ponta Porã, além do uso indevido do CNPJ da loja para tentar “esquentar” notas fiscais e rótulos adulterados.
No momento da inspeção, apenas uma vendedora estava no estabelecimento. Ela identificou quem seria o verdadeiro proprietário, que será intimado a prestar depoimento assim que localizado.
As 58 garrafas da marca Shirlof estavam expostas para venda. Agora, as investigações buscam identificar quem fornecia o álcool utilizado na produção clandestina e quem eram os compradores das bebidas adulteradas.
Fábrica clandestina em Terenos
A operação teve início no dia 6 deste mês, quando o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), em parceria com a Decon, flagrou a produção ilegal na Indústria em Terenos, na zona rural do município. O proprietário foi preso em flagrante.
A estrutura funcionava sem autorização desde 2023, apesar de já ter sido interditada anteriormente. A produção seguia a ritmo intenso, com garrafas recicladas de diferentes marcas sendo lavadas apenas com detergente comum e reutilizadas para envase de vodka, gin, vinho e coquetéis alcoólicos — tudo sem qualquer controle sanitário.
No galpão, os fiscais encontraram garrafas de diversos formatos embaladas juntas, rótulos falsificados da marca Shirlof, tampas plásticas e insumos químicos usados para alterar sabor e aparência das bebidas. No momento da fiscalização, oito garrafas já estavam prontas sobre a esteira de embalagem.
O Mapa informou que o registro de funcionamento da empresa foi definitivamente cancelado em 2024. Mesmo assim, a produção continuava, inclusive com a equipe aguardando novas cargas de álcool para manter o ritmo de envase.





























