
Mato Grosso do Sul encerrou 2024 com o menor índice de desocupação desde 2012. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais 2025, publicada nesta quarta-feira (3) pelo IBGE e revelam um cenário mais favorável no mercado de trabalho do Estado.
Entre 2023 e 2024, houve melhora consistente nos indicadores trabalhistas, mesmo com uma pequena queda na força de trabalho. A taxa de desocupação caiu de 4,7% para 3,9%, atingindo o patamar mais baixo da série histórica. Em números absolutos, o contingente de pessoas sem ocupação diminuiu de 70 mil para 58 mil.
Historicamente, as mulheres apresentam índices de desocupação maiores que os homens, reflexo das diferenças de inserção e permanência no mercado de trabalho. No entanto, a distância entre os dois grupos ficou menor: a taxa masculina ficou em 3,5%, enquanto a feminina alcançou 4,4%.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores também avançou. No período analisado, a remuneração média passou de R$ 3.174 para R$ 3.265, alta de 2,86%, resultado que posiciona Mato Grosso do Sul como o 8º estado com melhor rendimento do país.
Diferenças raciais de renda persistem
A pesquisa também evidencia disparidades entre grupos raciais. A renda domiciliar per capita média de pessoas brancas atingiu R$ 2.616, enquanto entre pessoas pardas o valor foi de R$ 1.717, e entre pessoas pretas, R$ 1.992. Dessa forma, domicílios com pessoas brancas apresentaram renda cerca de 1,4 vez maior do que aqueles compostos por pessoas pretas ou pardas.
No grupo dos 10% com menores rendimentos no Estado, 63,3% são pessoas pretas ou pardas, enquanto 34,4% são brancas. No extremo oposto, entre os 10% mais ricos, ocorre o inverso: pessoas brancas predominam.
Número de jovens que não estudam nem trabalham cai ao menor nível desde 2012
O total de jovens de 15 a 29 anos que não estudam e nem estão ocupados caiu de 112 mil em 2023 para 100 mil em 2024, representando 15,8% da população dessa faixa etária. Esse é o menor índice registrado em Mato Grosso do Sul desde 2012, o que coloca o Estado com o 5º menor percentual do país.
Entre os jovens sul-mato-grossenses, 22,4% só estudam, 16% estudam e trabalham, e 45,8% estão apenas ocupados.
Outros indicadores
A publicação traz, ainda, dados sobre subutilização da força de trabalho, distribuição de renda, índice de Gini, extrema pobreza, escolarização e analfabetismo. O estudo reúne informações que ajudam a compreender as condições de vida da população brasileira.





























