Justiça concede liberdade provisória a empresário preso por atropelar motociclista

A Justiça determinou a soltura do empresário do setor imobiliário Ricardo Boschetti Medeiros, de 40 anos, preso em flagrante na noite de segunda-feira (16) após atropelar um motociclista de 22 anos em Dourados. Ele foi detido sob suspeita de conduzir o veículo com sinais de embriaguez.

Na decisão, o magistrado reconheceu que a prisão em flagrante ocorreu de forma regular, mas entendeu ser possível substituí-la por medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal. Segundo o despacho, as restrições impostas são suficientes para assegurar o andamento das investigações e prevenir novos episódios que possam colocar terceiros em risco.

Entre as determinações, Medeiros deverá comparecer a todos os atos do inquérito e do processo sempre que intimado. Também está impedido de alterar endereço sem autorização judicial e não poderá deixar a comarca por período superior a oito dias sem prévia comunicação ao Juízo.

Outra exigência é o recolhimento domiciliar no período noturno, das 22h às 6h, inclusive aos fins de semana e feriados. A medida, conforme destacado na decisão, busca reduzir a possibilidade de situações associadas ao consumo de álcool e garantir maior segurança à coletividade.

A concessão da liberdade provisória não encerra o caso. O empresário seguirá respondendo às apurações e, caso descumpra qualquer das condições fixadas, poderá ter o benefício revogado e a prisão novamente decretada.

Dinâmica do acidente

De acordo com o boletim de ocorrência, o motociclista trafegava pela região da Sitioca Ouro Fino e, ao acessar a rodovia, foi atingido na traseira pela caminhonete S10 conduzida pelo empresário. Com o impacto, a moto foi arrastada por vários metros e o condutor lançado à distância.

A violência da colisão teria sido tamanha que parte da motocicleta ficou presa no compartimento frontal do veículo. A vítima sofreu ferimentos graves e precisou de atendimento médico.

O motorista permaneceu no local do acidente, porém, segundo a polícia, recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Ainda conforme os agentes, ele apresentava sinais aparentes de ingestão de bebida alcoólica.