
O local onde dois jovens morreram após utilizarem uma tirolesa em Bonito tem como um dos sócios o ex-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Waldir Neves Barbosa. O acidente ocorreu na tarde de domingo (22), na Estância Walf.
Conforme apurado, a propriedade está registrada em nome da empresa Walf Agropecuária e Empreendimentos Turísticos e Imobiliários Ltda., aberta em 23 de abril de 2021, com foco principal em locação. Entre as atividades secundárias constam cultivo agrícola e criação de bovinos de corte.
A defesa do empreendimento foi procurada para comentar a sociedade envolvendo o ex-presidente do TCE-MS, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
Avaliada em aproximadamente R$ 4,4 milhões, a estância não possuía licenças específicas do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul nem da prefeitura para funcionamento como espaço de eventos e atividades de lazer. Segundo as autoridades, o local operava de forma irregular no momento do acidente.
Diante da investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, os responsáveis pela empresa podem ser responsabilizados criminalmente, a depender do resultado dos laudos periciais.
O espaço segue aberto para ouvir o lado dos sócios da estância.
As mortes
Segundo a Polícia Civil, o acidente ocorreu na área de eventos da propriedade, onde há uma tirolesa instalada sobre uma lagoa. Gustavo descia pela estrutura quando supostamente teria sofrido uma descarga elétrica e caído na água. Ao perceber a situação, Pedro pulou na lagoa para tentar socorrê-lo, mas também teria sido atingido por choque elétrico.
Ambos foram resgatados e encaminhados para atendimento médico, porém não resistiram. A polícia aguarda a conclusão dos laudos para confirmar oficialmente a causa das mortes e esclarecer as circunstâncias do caso.
A análise preliminar realizada na estrutura da tirolesa reforça a hipótese de que os dois jovens que morreram podem ter sido vítimas de descarga elétrica. De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, equipes da perícia e da Delegacia de Bonito, com apoio de técnicos da Energisa, realizaram medições e exames iniciais no local.
Os especialistas constataram que toda a estrutura da tirolesa era metálica e que, no topo da torre, havia um sistema de iluminação com fiação antiga e trechos desencapados. Conforme informado pela polícia, essa condição “poderia ter energizado toda a estrutura”, o que é compatível com os relatos de testemunhas e com as lesões cutâneas observadas em uma das vítimas.






























