Pai de acusado de estupro coletivo em Copacabana desaparece

José Carlos Simonin, ex-subsecretário de Direitos Humanos, desapareceu depois que o filho se entregou à polícia no Rio

Familiares de José Carlos Simonin relataram o desaparecimento do ex-subsecretário da Secretaria Estadual de Direitos Humanos na manhã de 3ª feira (10.mar.2026), na zona sul do Rio de Janeiro. Ele é pai de Vitor Hugo Simonin, preso por envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana.

A família pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro dele entre em contato. O alerta divulgado pela mulher de José Carlos traz as seguintes informações:

  • Nome: José Carlos Simonin
  • Sexo: masculino
  • Morador: Copacabana
  • Condição: desorientado, possivelmente em surto

Vitor Hugo se entregou em 4ª feira (4.mar.2026), um dia depois da exoneração de José Carlos publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. José ocupava o cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

O jovem é um dos maiores de idade acusados de estupro coletivo da adolescente em Copacabana. A vítima foi atraída pelo ex-namorado, menor de idade, para o apartamento de Vitor Hugo, no bairro, onde estavam outros 3 adultos. Os 4 maiores de idade são réus por estupro coletivo e cárcere privado. O menor responde pelos fatos análogos.

Denúncias contra José Carlos

O advogado da vítima, Rodrigo Mondego, afirmou ter sido alvo de agressões verbais enviadas por Simonin nas redes sociais. Em uma troca de mensagens divulgada pelo advogado, o ex-subsecretário teria escrito: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar ‘às’ suas contas, vagabundo.” 

Print de mensagem enviada por José Carlos Simonin, divulgado por Rodrigo Mondego, advogado da vítima de estupro coletivo | reprodução/Instagram @mondegorodrigo - 11.mar.2026

Mondego afirmou avaliar a possibilidade de apresentar uma representação contra José Carlos Simonin por coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal Brasileiro, que trata de violência ou intimidação contra partes envolvidas em processos judiciais.

José Carlos também teria enviado uma mensagem a uma influenciadora que repercutiu o caso em 9 de março de 2026. Sherazade Medina afirma que ele respondeu a um story publicado no Instagram no qual ela comentava sobre o estupro coletivo. Segundo o print anexado à queixa, a mensagem do ex-subsecretário dizia: “Ela é sua filha? É a sua cara. Kkk esconde esses peitos, independente”.

Print de mensagem enviada por José Carlos Simonin para Sherazade Medina | reprodução/Instagram @exxdoteupai - 11.mar.2026

A atriz e roteirista prestou queixa por ameaça contra o ex-subsecretário na 12ª DP (Copacabana), que investigava o abuso sexual contra a adolescente.