
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou um inquérito para apurar a demanda reprimida por consultas em hepatologia no SUS de Campo Grande.
De acordo com informações do MPMS, a fila de espera por consultas para a área está com centenas de pacientes que precisam da avaliação especializada. O caso expôs os riscos de um aumento de casos de agravamento de doenças crônicas na Capital.
Em reunião realizada em janeiro deste ano, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) informou que houve redução parcial da fila, mas centenas de pacientes ainda aguardam atendimento. A pasta também relatou que está em análise o protocolo de acesso aos serviços de hepatologia elaborado pelo Hospital Adventista, que deverá ser validado e publicado oficialmente.
A investigação teve inicio a partir do expediente encaminhado pelo Naes (Núcleo de Apoio Especial à Saúde), que alertou para a fila de espera e destacou a importância da avaliação precoce para indicar o tratamento adequado, inclusive transplante hepático.
O MPMS expediu ofícios à Sesau, à SES ( Secretaria de Estado de Saúde) e a hospitais da Capital cobrando dados sobre consultas, ambulatórios especializados e filas de espera na área. Atualmente, o SUS de Campo Grande é capaz de realizar transplantes hepáticos, mas ainda não existe serviço formalmente reconhecido como referência em hepatologia, capaz de absorver toda a demanda de pacientes com doenças crônicas do fígado.





























