29.7 C
Dourados
Segunda-feira, Agosto 3, 2026
Início Brasil Cláudio Castro antecipa saída do governo do RJ antes de possível cassação...

Cláudio Castro antecipa saída do governo do RJ antes de possível cassação no TSE

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deixará o cargo nesta segunda-feira (23), em uma cerimônia marcada para as 16h30 no Palácio da Guanabara. A decisão acontece um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, que pode resultar na cassação de seu mandato.

Até o momento, o placar no tribunal está em 2 votos a 0 pela condenação do governador, acusado de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022.

A saída de Castro já vinha sendo articulada nos bastidores, já que ele pretende disputar uma vaga no Senado. No entanto, a renúncia também ocorre em meio ao avanço do processo judicial. Com a vacância no Executivo estadual — e após a saída do vice, Thiago Pampolha, que deixou o cargo em 2025 para assumir função no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro —, o comando do estado passa temporariamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto.

Caberá agora à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro realizar uma eleição indireta para definir quem governará o estado até o fim do mandato, em janeiro.

A decisão de renunciar foi alvo de críticas do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que disputa o governo estadual. Em publicação nas redes sociais, ele acusou Castro de “fugir da Justiça” e classificou o ato como um desrespeito diante das acusações.

O processo em análise no TSE reúne ações do Ministério Público Eleitoral que apontam uso indevido da máquina pública durante a campanha. Segundo a acusação, estruturas da Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro teriam sido utilizadas para contratar cabos eleitorais com recursos do governo.

Também são investigados no caso o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), e o próprio Pampolha. Em caso de condenação, os envolvidos podem perder os mandatos e ficar inelegíveis até 2030, o que impediria Castro de disputar o Senado.

O julgamento teve início no dia 10 de março, mas foi interrompido após pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. A análise será retomada nesta terça-feira (24).