Maníaco da Cruz será interrogado por ataque a policial penal em presídio de MS

Dyonathan Celestrino, de 34 anos, passará por audiência nesta terça-feira (28), quando será interrogado em processo que responde por resistência mediante violência ou ameaça. O caso envolve um episódio ocorrido em setembro de 2024, no Instituto Penal de Campo Grande.

Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o detento se recusou a retornar à cela após o banho de sol e precisou ser contido por agentes. Durante a ação, ele teria arremessado uma garrafa com urina contra um policial penal, atingindo o servidor.

Ainda conforme o processo, o comportamento agressivo é considerado recorrente, com registros de ameaças e ataques anteriores a servidores do sistema penitenciário.

A audiência dará continuidade à instrução criminal, com oitiva de testemunhas e o interrogatório do acusado. Internado na ala de saúde do presídio desde 2013, Dyonathan cumpre medida de segurança após cometer uma série de assassinatos em 2008, em Rio Brilhante.

Os crimes

O serial killer conhecido como Maníaco da Cruz, escolhia as vítimas de forma aleatória, e obrigava que respondessem diversas perguntas sobre comportamento sexual. Se fossem consideradas impuras, eram assassinadas, tendo seus corpos posicionados em sinal de crucificação.  

A primeira vítima do Maníaco da Cruz foi seu vizinho, o pedreiro Catalino Gardena, de 33 anos, morto no dia 2 de julho de 2008. No julgamento de Dyonathan, Catalino “mereceu” morrer porque era alcoólatra e homossexual.  

A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, foi assassinada no dia 24 de agosto do mesmo ano, por ser LGBTQIAPNA+.

No dia 3 de outubro de 2008, o Maníaco da Cruz fez a terceira vítima, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada seminua em uma obra, com um bilhete próximo ao corpo citando que “morto não responde aos recados”.

Na época em que foi apreendido, Dyonathan disse que matou as vítimas porque elas não seguiam os preceitos de Deus. O Maníaco da Cruz foi apreendido em sua casa em outubro de 2008, e posteriormente, encaminhado à Unei de Ponta Porã.  

Em 2013, ele fugiu da unidade para o Paraguai, sendo encontrado e preso novamente.  

Há mais de 10 anos ele está submetido a interdição e medida de segurança, o que o mantém como interno na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande.