Petróleo Brent tem alta de 2,9%, cotado em US$ 102

Petróleo alternou picos acima de US$ 110 no início de abril e recuo para US$ 90 dia 20; nesta 2ª feira (27.abr.2026) voltou a subir

O petróleo Brent registrou forte volatilidade em abril de 2026, com quedas expressivas depois de picos acima de US$ 110 por barril no início do mês. O contrato recuou 13,29% em 8 de abril, após ter sido negociado acima de US$ 109 nos dias anteriores.

Nesta 2ª feira (27.abr.2026), porém, voltou a superar US$ 100. Chegou a US$ 108 no início do pregão asiático, mas, às 11h16, era cotado a US$ 102.

O movimento recente dos preços reflete preocupações com a oferta global, em meio à guerra no Oriente Médio e ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana.

As restrições à navegação no Golfo Pérsico persistem, assim como no estreito de Ormuz, que permanece fechado, prejudicando o fluxo global de petróleo.

O comportamento do Brent afeta a inflação, os preços dos combustíveis e decisões de juros em diferentes países.

O histórico indica que o barril saiu de US$ 118,35 em 31 de março para a faixa entre US$ 94 e US$ 97 na 1ª quinzena de abril. Em 1º de abril, a cotação chegou a cair 14,52%, evidenciando ajustes bruscos no mercado.

Nos dias seguintes, o petróleo voltou a superar US$ 109, mas não sustentou o patamar. Em 8 de abril, houve nova queda acentuada, com fechamento abaixo de US$ 95, reforçando o padrão de oscilações intensas.

Fatores geopolíticos têm peso relevante na volatilidade do petróleo. Tensões em regiões produtoras e riscos à logística global elevam a imprevisibilidade e ampliam a variação diária dos preços.

No Brasil, a volatilidade do Brent tem impacto direto sobre os preços dos combustíveis e a arrecadação ligada ao setor de energia.

O movimento também orienta decisões da Petrobras e políticas públicas, como a tentativa do governo de reduzir a tributação sobre gasolina e etanol, por meio de projeto que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.