G7 se reúne na França para debater ajuda a países de baixa renda

Escolha do tema partiu do governo Macron; cúpula de ministros também debaterá assuntos como baixo investimento privado, concorrência predatória e protecionismo

Ministros de desenvolvimento de países do G7 vão se reunir em Paris na 4ª feira e na 5ª feira (29-30.abr.2026) para discutir programas de ajuda a países de baixa renda.

A França está com a presidência rotativa do grupo das maiores economias do mundo. A cúpula, com chefes de Estado e de governo, será em 15 e 17 de junho em Evian, no leste da França.

A escolha do tema da reunião ministerial partiu da avaliação do governo do presidente Emmanuel Macron (Renascimento, centro) de que há obstáculos no quadro global para a cooperação. A cúpula terá mais temas. Incluirá baixo investimento privado, concorrência predatória e protecionismo.

Éléonore Cariot, ministra delegada de Parcerias Internacionais, é a responsável pela ajuda a outros países na diplomacia francesa. “O desenvolvimento às vezes é percebido como um problema. Mas, na realidade, é uma oportunidade”, disse ao Poder360 nesta 3ª feira (28.nov).

Muitas pessoas em vários países acham que é mais importante investir em defesa. É difícil explicar para elas por que é tão importante, ou até mais, investir no desenvolvimento de outros países, e por que isso afeta a segurança delas”, afirmou Cariot.

A ajuda econômica para o desenvolvimento se tornou “polarizada e politizada”, na avaliação da ministra, por isso o governo francês escolheu colocá-lo no centro de uma reunião de ministros. “É importante mostrar que há mais consenso sobre isso do que se imagina”.

NECESSIDADE DE EFICIÊNCIA

Cariot disse é preciso aumentar a eficiência dos programas de ajuda. “Há menos dinheiro público disponível no mundo, portanto é preciso que os recursos sejam usados da melhor maneira possível”.

Um modo de conseguir maior eficiência, na avaliação da ministra, é concentrar os programas em áreas específicas. A França propõe que sejam estas: nutrição, saúde e resiliência a catástrofes naturais.

Os países do G7 concentram 70% dos recursos para cooperação global. A avaliação de Cariot é que um consenso no grupo sobre o tema terá grande impacto. A expectativa da França é conseguir que a Cúpula do G7 em Evian resulte em uma declaração compartilhada por todos os integrantes.

Evian foi sede da cúpula do G8 em 2008. Na época, o grupo incluía a Rússia.


O editor sênior Paulo Silva Pinto viajou a Paris a convite do governo francês.