Operação desarticula grupo acusado de aplicar golpes milionários contra idosos

Agentes cumprem quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão (Foto: Divulgação/MPMS)

Operação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) desmontou nesta terça-feira (26/5), esquema criminoso especializado em aplicar golpes contra idosos, aposentados e beneficiários do INSS. Batizada de “Crédito Fantasma”, a ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em cidades do estado de São Paulo.

A ofensiva foi coordenada pelo Ministério Público do estado, por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e da UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) tanto de MS, quando de Campinas, e ainda da PC (Polícia Civil) paulista.

Segundo as investigações, os suspeitos se passavam por funcionários de bancos e instituições financeiras para convencer vítimas a realizar transferências via Pix. O grupo utilizava dados bancários obtidos ilegalmente e documentos falsificados para dar aparência de legitimidade às abordagens.

De acordo com o MP, os criminosos agiam principalmente contra idosos e aposentados, público considerado mais vulnerável a esse tipo de fraude.

Durante os contatos, as vítimas eram induzidas a acreditar que precisavam fazer transferências para cancelar empréstimos, regularizar contratos ou evitar prejuízos financeiros.

Após os depósitos, o dinheiro era pulverizado em dezenas de contas bancárias, estratégia usada para dificultar o rastreamento pelas autoridades. Um dos investigados, conforme a apuração, movimentou mais de R$ 2,3 milhões durante o período investigado.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas e Guarulhos. Celulares, computadores e documentos foram apreendidos e devem reforçar as investigações sobre os crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

MP alerta

As autoridades alertam que bancos e instituições financeiras não solicitam transferências para terceiros como condição para cancelamento de contratos ou resolução de pendências.

A recomendação é desconfiar de contatos inesperados, principalmente quando houver pressão para realização imediata de Pix ou depósitos.