

A DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção
à Pessoa) concluiu a investigação sobre a morte de Guilherme Carlos Canozi, de
29 anos, encontrado sem vida na Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, no
dia 22 de março deste ano.
A investigação teve início logo após praticantes de rapel
que frequentavam o local encontrarem o corpo da vítima, que apresentava sinais
de violência, não portava documentos de identificação e utilizava um
equipamento de monitoramento eletrônico do tipo tornozeleira.
Durante as investigações, os policiais da DHPP
conseguiram estabelecer a dinâmica dos últimos passos da vítima, o que permitiu
identificar o veículo utilizado para crime, bem como o respectivo proprietário,
além da residência em que ela havia sido mantida sob cárcere na noite anterior
ao crime, e o morador do imóvel.
A partir desses elementos, seguiram-se diligências que
permitiram identificar os demais indiciados que efetivamente transportaram e
mataram a vítima no local do crime.
Ao longo da apuração, a DHPP deflagrou duas fases de
operação policial: a primeira, em 04/05, resultou na prisão temporária do
proprietário do veículo e do proprietário da residência; a segunda, em 15/05,
resultou na prisão de outros dois suspeitos, apontados como responsáveis pelo
transporte da vítima até o local do crime, além da identificação de um
terceiro, que permaneceu foragido.
Com a finalização da investigação, foram identificados
cinco indiciados pela prática do crime, quatro dos quais já foram presos e um
foragido.
Todos foram indiciados pela prática de homicídio pelo
recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a polícia, há indícios de que o crime esteja
relacionado à atuação de organização criminosa, tendo em vista que parte dos
indiciados possui vinculação com facção que atua na região.
Um dos indiciados, Joaquim Barbosa de Lima, o Juninho,
ainda não foi localizado e permanece foragido. A Polícia Civil segue empenhada
em sua captura e espera ajuda da população para cumprir a prisão.




























