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Terça-feira, Julho 14, 2026
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BNDES já financiou R$ 1 bilhão para motoristas de aplicativo e taxistas comprarem carros

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) informou que a linha de crédito Move Motoristas já ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em financiamentos destinados à compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativos.

Segundo o banco, 9.908 profissionais foram contemplados em 1.015 municípios distribuídos por todos os estados brasileiros. O valor médio financiado por veículo foi de aproximadamente R$ 102 mil.

O programa permite financiar automóveis de até R$ 150 mil, desde que sejam produzidos por montadoras participantes do Mover, programa federal de incentivo à indústria automotiva.

Podem solicitar o financiamento taxistas registrados, cooperativas de táxi e motoristas cadastrados em plataformas de transporte por aplicativo. Para este último grupo, é necessário comprovar pelo menos 12 meses de atividade e ter realizado, no mínimo, 100 corridas na mesma plataforma nesse período.

Os contratos podem ser pagos em até 72 meses. As taxas de juros chegam a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

As operações são realizadas por instituições financeiras credenciadas, responsáveis pela análise de crédito e pelo risco de inadimplência, enquanto os recursos são disponibilizados pelo BNDES. O banco destaca que o Conselho Monetário Nacional (CMN) proíbe a cobrança de taxas de cadastro por bancos e concessionárias nessas operações.

A linha de crédito integra a Medida Provisória nº 1.362/2026, criada para estimular a renovação da frota nacional, com potencial para movimentar até R$ 30 bilhões em financiamentos.

Programa enfrenta críticas

Apesar do volume de recursos liberados, o programa também tem sido alvo de reclamações. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que motoristas enfrentam dificuldades para obter aprovação do crédito, mesmo sem restrições financeiras.

Entre os principais problemas apontados estão a rejeição de cadastros, cobrança indevida de taxas, demora na emissão das cartas de crédito e falhas na integração entre os sistemas do BNDES e das instituições financeiras responsáveis pelas operações.

Motoristas também relataram redução da pontuação de crédito (score) da Serasa após consultas realizadas por bancos e concessionárias durante o processo de financiamento.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, reconheceu a existência de dificuldades operacionais, mas afirmou que o programa está em funcionamento e que os problemas identificados deverão contribuir para aperfeiçoar o sistema e acelerar a liberação dos financiamentos.