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Sexta-feira, Agosto 7, 2026
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“Gilmar nem gosta de mim”, diz vice de Flávio sobre investigação

Alfredo Gaspar afirma confiar no relator do caso no STF, mas pede rapidez na conclusão da apuração e na realização do exame de DNA sobre acusação de estupro

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta 5ª feira (6.ago.2026) acreditar que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, “não gosta” dele, ao comentar a demora no andamento da investigação sobre a acusação de estupro de vulnerável apresentada por adversários políticos.

Apesar da declaração, disse confiar que o relator conduzirá o caso de forma imparcial e voltou a defender a realização imediata do exame de DNA.

Gilmar não gosta de mim“, comentou o deputado ao ser questionado por jornalistas sobre o andamento da investigação. Na sequência, ponderou que o ministro é experiente e que espera uma conclusão rápida do caso.

A honra exige a conclusão desse assunto. A gente quer ir às últimas consequências, quer fazer o DNA e acabar com essa conversa“, declarou.

Gaspar foi acusado em 27 de março pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) de ter cometido estupro de vulnerável e de ser pai de um filho decorrente do possível crime. A acusação foi feita durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, da qual era relator. Os congressistas não apresentaram provas que sustentassem a acusação.

O congressista afirma ser inocente e diz ser o maior interessado na conclusão da investigação. Segundo Gaspar, o exame de DNA realizado por iniciativa própria em abril, em um procedimento judicial que tramita em Alagoas, tem como objetivo afastar definitivamente a suspeita de que seria pai da criança mencionada pelos autores da acusação.

Além da coleta do material genético, Gaspar apresentou representações contra Lindbergh e Soraya por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo. A notícia-crime apresentada pelos adversários está em análise na Procuradoria-Geral da República, enquanto as medidas judiciais adotadas pelas duas partes tramitam no Supremo Tribunal Federal sob relatoria de Gilmar Mendes.

Ofensiva jurídica

A coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que a defesa intensificará a ofensiva para acelerar a conclusão do caso. Segundo ela, além de já ter levado o assunto à Procuradoria Geral da República, pretende pedir ao Supremo celeridade na realização do confronto genético.

Bucchianeri afirmou que Gaspar encaminhou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, colocando seu material genético à disposição das autoridades logo após a acusação.

“Uma pessoa acusada de uma situação tão infame como essa, o que mais ele poderia ter feito? Ele mandou um ofício para o Andrei Rodrigues dizendo: ‘Eu quero fazer o meu DNA. Por favor, me chamem, coletem o DNA, identifiquem quem foi o fruto desse suposto crime e, por favor, protejam e acabem com isso’. Nunca tivemos nenhuma devolutiva”, declarou.

Segundo a advogada, o deputado também representou contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, acionou a Procuradoria Geral da República e o STF por possíveis crimes de coação no curso do processo, denunciação caluniosa, obstrução de Justiça e crimes contra a honra e ajuizou uma ação indenizatória por danos morais.

Ela disse ainda que Gaspar ingressou com uma ação cautelar de produção antecipada de provas para que o Judiciário determinasse a coleta oficial de seu DNA.

“O timing dessa denúncia tinha a clara tentativa de impedir a conclusão da leitura do relatório da CPMI. Por isso ele representou contra Lindbergh e Soraya na PGR e no Supremo por coação no curso do processo, denunciação caluniosa, obstrução de Justiça e crimes contra a honra”, afirmou.

Segundo Bucchianeri, o material genético foi coletado por um perito judicial, com acompanhamento do Ministério Público e da Polícia, e permanece sob custódia da Justiça. A expectativa da defesa é que o confronto genético seja realizado o quanto antes para encerrar definitivamente a investigação.