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Domingo, Outubro 25, 2026
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Colômbia pede ajuda militar dos EUA para combater narcoterrorismo

Governo de Abelardo de la Espriella aderiu à coalizão contra cartéis; gestão colombiana fala em impedir “interferência estrangeira” no hemisfério

O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, disse na 4ª feira (12.ago.2026) que o governo do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria, direita), solicitou a colaboração dos Estados Unidos em operações militares conjuntas na Colômbia para combater o narcoterrorismo.

Em nota, o país sul-americano disse que vai integrar a “Coalizão Américas Contra o Cartel”, por meio do chamado “Shield of the Americas” (Escudo das Américas, em português) –iniciativa lançada pelos EUA em março.

Segundo disse a Casa Branca na época, o “Shield of the Americas” é um grupo de países que “trabalha em conjunto para desenvolver estratégias que impeçam a interferência estrangeira em nosso hemisfério, atuação de gangues e cartéis criminosos e narcoterroristas, além da imigração ilegal e em massa”.

A iniciativa foi lançada em um evento organizado pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), com a presença de governantes alinhados aos EUA. O então presidente da Colômbia, Gustavo Petro, não foi convidado, assim como o chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Ministério da Defesa colombiano disse em nota publicada na 4ª feira (12.ago) que a decisão de ingressar na iniciativa “reafirma o compromisso da Colômbia com uma resposta hemisférica coordenada diante do terrorismo, do narcotráfico, do crime organizado transnacional e das demais ameaças que afetam a segurança, a estabilidade e a prosperidade” da região.

Com o acordo, a Força Pública da Colômbia vai trabalhar com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos.

“Esse instrumento aprofunda uma relação estratégica construída durante décadas e permitirá fortalecer capacidades, compartilhar informações, coordenar esforços e aumentar a efetividade operacional contra as organizações terroristas e criminosas que ameaçam o Estado e a população colombiana”, disse o ministério colombiano.

“A Colômbia ofereceu colocar suas capacidades e experiência a serviço da segurança hemisférica, liderando esforços estratégicos no oceano Pacífico e no mar do Caribe junto com as nações integrantes da coalizão”, declarou.

Comunicado oficial do governo colombiano