
Em entrevista à Irna, agência estatal iraniana, Akraminia disse que os confrontos levaram a população a se unir em torno dos interesses nacionais e da liderança do país. Segundo ele, também aumentou a percepção dos iranianos sobre a importância estratégica do estreito de Ormuz.
Mudança na postura militar
Akraminia afirmou que os conflitos proporcionaram experiência operacional às Forças Armadas e elevaram a confiança do efetivo. Segundo o general, os confrontos também expuseram, na visão de Teerã, a “natureza agressiva” dos Estados Unidos e de Israel.
O porta-voz disse ainda que o Irã passou a adotar uma postura militar mais proativa. Segundo ele, a mudança não significa iniciar confrontos, mas ampliar a capacidade de responder rapidamente a ameaças e, em determinadas circunstâncias, realizar ações preventivas.
As recentes nomeações de comandantes militares também, segundo Akraminia, reforçam a estratégia iraniana de fortalecer a defesa nacional.
Reestruturação militar
O general afirmou que o atual período de cessar-fogo permitiu ao Exército reconstruir sistemas danificados, incorporar novas capacidades e atualizar treinamentos com base nas experiências dos conflitos.
Akraminia também comentou a fusão do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya com o Estado-Maior das Forças Armadas. Segundo ele, a mudança busca simplificar a estrutura de comando, acelerar decisões e melhorar a coordenação militar.
O porta-voz confirmou ainda que o paradeiro de três pilotos iranianos de Sukhoi-24 continua desconhecido. Segundo Akraminia, o Irã trata do caso por canais legais e diplomáticos com o Catar e outros interlocutores internacionais.



























