

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Gaeco
(Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrou nesta
segunda-feira (14) a Operação Barattieri, para cumprir 4 mandados de prisão
preventiva e 7 mandados de busca e apreensão no município de Água Clara.
As investigações, que tiveram início a partir de provas descobertas
na Operação Malebolge, revelaram que servidoras públicas do Município Água
Clara mantinham um esquema criminoso paralelo com um empresário local, voltado
ao desvio de recursos públicos destinados, especialmente, à aquisição de
gêneros alimentícios para a merenda escolar.
Segundo apurado, as agentes públicas solicitavam
vantagens indevidas ao empresário e, para viabilizar os pagamentos, promoviam a
majoração das ordens de compra emitidas pelo município, sendo que apenas parte
dos produtos adquiridos era efetivamente entregue.
A operação contou com o apoio do Batalhão de Choque da
Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. “Barattieri”, termo que dá nome à
operação, é uma referência à Divina Comédia, obra clássica de Dante Alighieri.
No Inferno descrito pelo autor, os “Barattieri” são aqueles que negociam o
exercício de funções públicas em troca de vantagens indevidas.
Entre os presos está o ex-candidato a prefeito de Água
Clara nas eleições de 2024, Humberto de Lima Marques. Ele é dono do mercado que
participava do esquema. Também foram presas a ex-secretária de Educação Adriana
Rosimeire Pastori Fini, a servidora pública Ana Carla Benette e a também
servidora da Educação, Jânia Alfaro Socorro.
























