

A polícia de São Paulo segue em buscas do caminhão Mercedes-
Benz LS 1935 branco, que desapareceu com 3 geradores de alta potência que
seriam utilizados no show do cantor sertanejo Gustavo Lima, agendado para
sábado (19) em Jaguariúna (SP).
Registrado em Jardinópolis (SP), o veículo estava
atrelado a um semirreboque branco com placa RYH7F77, de Arroio Trinta (SC). Entretanto,
a placa verdadeira com esses dados pertence a um semirreboque graneleiro preto,
que estava atrelado a um cavalo-mecânico abordado ontem à tarde na BR-163, em
Caarapó, após o alerta sobre o sumiço dos equipamentos ser repassado para todas
as polícias brasileiras. O caminhão com o semirreboque legal estava lotado de
milho e seguia viagem para o Paraná.
Os geradores foram carregados em Paulínia (SP) e deveriam
ser entregues em Jaguariúna, a 40 km de distância, na noite de segunda-feira
(14). O motorista do caminhão chegou a enviar um vídeo ao contratante, informando
que estava prestes a iniciar viagem (veja as imagens abaixo). Entretanto, a
carga não chegou ao destino.
Ainda não existe nenhuma manifestação oficial da polícia
paulista sobre as investigações, mas o Campo Grande News falou na tarde desta
quarta-feira (16) com o proprietário da empresa de transporte que contratou o
caminhoneiro para fazer o frete.
Ele confirmou que os geradores, avaliados em R$ 1,1
milhão, seriam utilizados no show de Gustavo Lima durante o Jaguariúna Rodeo
Festival 2026 e que ainda não foram localizados. No mesmo dia, Daniel, Panda e
a dupla Country Beat se apresentam na festa. Não há informação se outros equipamentos
já foram reservados para substituir os geradores furtados.
O boletim de
ocorrência
O caso foi registrado na Polícia Civil de Goiás como apropriação
indébita. A empresa contratante do frete fica em Goianira, cidade localizada na
região metropolitana da capital Goiânia.
Conforme o registro policial, o proprietário da
transportadora contou que na segunda-feira fez um anúncio no site Frete Brás para
transporte dos 3 geradores, avaliados em R$ 1.108.500,00, para serem carregados
em Paulínia e descarregados em Jaguariúna.
Um motorista, identificado como Ezequiel Vieira Goularte,
entrou em contato e manifestou interesse em fazer o frete. Os dois então combinaram
o valor do transporte em R$ 1.000,00, que seriam pagos no momento da descarga.
Ainda conforme o registro da polícia goiana, o
caminhoneiro carregou o caminhão por volta de 17h30 no sambódromo de Paulínia e
a previsão de chegada em Jaguariúna era por volta de 19h.
Perto desse horário, o contratante entrou em contato com Ezequiel
e o caminhoneiro informou que estava em uma borracharia, pois o pneu do
caminhão havia estourado. Por volta de 19h50, o empresário fez novo contato e Ezequiel
disse que já estava chegando a Jaguariúna e que, se não conseguisse descarregar
os geradores naquela noite, iria aguardar para fazer o procedimento na manhã de
terça-feira (15).
O contratante relatou que tentou falar com o motorista
mais tarde, mas não obteve resposta. O número de celular com DDD 21 (do Rio de
Janeiro) chamava até desligar. Ele também tentou contato com o número de WhatsApp
que seria da esposa de Ezequiel, com prefixo 14 (região oeste de São Paulo),
mas foi bloqueado.
Na manhã de terça-feira, novamente ligou para os números,
mas não foi atendido. Depois de muita insistência, recebeu uma mensagem via WhatsApp
da suposta esposa de Ezequiel informando que o caminhoneiro estaria na porta da
empresa para descarregar os equipamentos. Só que o caminhão não apareceu. O contratante
foi novamente bloqueado e não conseguiu mais manter contato com o suspeito.
Placa clonada
O desaparecimento dos equipamentos levou ao alerta sobre
o caminhão e acabou gerando uma ocorrência em Mato Grosso do Sul. Um sistema de
monitoramento registrou, às 14h23 desta terça-feira, a placa RYH7F77 na MS-379,
entre Dourados e Laguna Carapã.
Logo em seguida, o caminhão com o semirreboque usando essa
placa foi abordado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-163, em Caarapó,
carregado com milho e com documentação regular. A partir da abordagem, surgiu a
suspeita de que o semirreboque que transportava os geradores estivesse
circulando com a placa de outro veículo, prática conhecida como “dublê”.




























