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Quinta-feira, Outubro 1, 2026
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Paulo Maluf, 95 anos, faz campanha para “sobrinho” Albertinho

Alberto Haddad é primo do ex-governador e tenta herdar espólio do malufismo em São Paulo como deputado estadual

O ex-governador de São Paulo Paulo Maluf (PP), 95 anos, apareceu em vídeos de campanha do candidato a deputado estadual Alberto Haddad Filho (PP). Nas gravações, Albertinho, como é conhecido, chama o ex-governador de “tio” e tenta se vincular ao histórico do parente na campanha.

O candidato concorrerá com o nome de urna Albertinho Maluf. Apesar de se apresentar como sobrinho, ele é primo do ex-governador. Sua bisavó era tia de Salim Farah Maluf, pai do ex-prefeito.

Assista ao vídeo:

No vídeo, Maluf fala pouco e lentamente por causa da idade avançada. Eis o diálogo:

  • Albertinho: “Nenhum político vai chegar à metade do que o senhor fez. Onde eu vou tem pelo menos 10 obras do senhor. É muito forte e eu tenho orgulho desse nome porque foi o nome que mais fez por São Paulo. Votando em Albertinho é como se vocês tivessem votando em Paulo Maluf para trabalhar por São Paulo”;
  • Maluf: “Você acha que o nome Maluf ainda é forte?”;
  • Albertinho: “Foi o nome que mais fez por SP“;
  • Maluf: “Então agora você tem que honrar esse nome”.

MALUFISMO

O termo malufismo surgiu durante a ditadura militar (1964-1985). Paulo Maluf foi indicado governador de São Paulo pelo regime sem voto popular, no modelo conhecido como biônico. Sua gestão focou na construção de obras viárias e hospitais e associou-se ao governo o lema “rouba, mas faz”.

Maluf foi candidato à Presidência da República em 1985 (pelo Colégio Eleitoral) e em 1989 (nas primeiras eleições diretas do período de redemocratização). Governou o Estado de São Paulo de 1979 a 1982. Seus 2 primeiros mandatos no Poder Executivo foram sob a ditadura militar: como prefeito da capital paulista (1969-1971) e como governador. No período democrático, voltou à Prefeitura de São Paulo para um 2º mandato (1993-1996).

Em 2017, Maluf foi condenado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal o acusou de usar contas no exterior para movimentar recursos desviados das obras da Prefeitura de São Paulo durante sua gestão na década de 1990.