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Quinta-feira, Outubro 8, 2026
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Gaeco prende diretor de hospital, policial e assessor por desvio de dinheiro de equipamentos médicos

Hospital de Sidrolândia, onde teriam ocorrido os desvios (Foto: Divulgação)

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por
intermédio da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, do Gecoc (Grupo Especial
de Combate à Corrupção) e do Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime
Organizado), deflagrou nesta quarta-feira (7) a segunda fase da Operação Dirty
Pix, para cumprir três mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e
apreensão nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

A operação contou com o apoio do Batalhão de Choque da
Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

A investigação, conduzida pelo Gecoc, teve início a
partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição
de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, oriundos de
convênio firmado entre o Estado de Mato Grosso do Sul e a Sociedade Beneficente
Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pela gestão do Hospital de
Sidrolândia.

Foram presos o presidente do Hospital “Dona Elmíria
Silvério Barbosa”, Jacob Meeuvis Breure, a policial civil Cristina Rosa Gomes
de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva.

Nesta quarta-feira, quando era conduzido pelos agentes,
Jacob disse à reportagem do portal Campo Grande News disse que “não deve nada”
e que “tudo será esclarecido”.

Com o aprofundamento das apurações, especialmente após a
deflagração da primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025, foram
identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de
outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi
estruturado e reiterado.

De acordo com os elementos colhidos até o momento, o
esquema investigado atingiu recursos públicos destinados à aquisição de
equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI)
móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona
Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.

Ainda segundo a investigação, eram elaborados planos de
trabalho contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e
serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas
ao núcleo investigado.

Após o ingresso dos recursos públicos nas contas da
entidade hospitalar, parte dos valores foi desviada das finalidades previstas
nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas
movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes
políticos, articuladores, intermediários e interpostas pessoas.

As provas obtidas também revelaram o abuso do poder
financeiro da organização, utilizado para fins de impor práticas de obstrução
às investigações em curso.

“Dirty Pix”, termo que dá nome à operação, traduz-se da
língua inglesa como “pix sujo”, e faz alusão à natureza ilícita das
transferências financeiras utilizadas para viabilizar o esquema.