
Apostadores ainda têm R$ 159 milhões a receber de plataformas de apostas online que encerraram as operações no Brasil. Os bancos têm até quarta-feira (14) para devolver os valores, segundo dados informados pelas empresas ao governo federal. Mais de R$ 1 bilhão já foi restituído, reduzindo o saldo pendente de cerca de R$ 1,2 bilhão para o montante atual.
O dinheiro pertence a usuários que não fizeram o saque voluntário até 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas. A maior parte dos saldos é baixa: segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% têm saldo inferior a R$ 10.
Oito empresas ainda não encaminharam aos bancos as informações necessárias para a devolução. A Advocacia-Geral da União (AGU) deverá recorrer à Justiça para obrigá-las a fornecer os dados. Se houver impedimento para o pagamento pelos bancos, os recursos serão transferidos à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pela restituição aos apostadores.
A devolução ocorre após a Medida Provisória nº 1.394/2026, de 25 de setembro, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. O prazo para saque voluntário terminou em 5 de outubro, e os bancos ficaram responsáveis pela etapa final da restituição.
Governo encaminha milhares de sites para bloqueio
Entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas. Também pediu a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais
No Telegram, foram identificados 1.027 grupos, com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis reuniam aproximadamente 459 mil seguidores. Somados, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.
























