26.5 C
Dourados
Quinta-feira, Novembro 5, 2026
Início Policial Justiça mantém prisão de integrante de clã da fronteira acusado de tráfico...

Justiça mantém prisão de integrante de clã da fronteira acusado de tráfico internacional de cocaína

Fahd Haidar, um dos integrantes do Clã Hassan Haidar, preso ontem (Foto: Reprodução)

A Justiça Federal manteve, nesta quarta-feira (4), a
prisão preventiva de Fahd Haidar, de 25 anos, integrante da família de Ponta
Porã investigada na Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal e pela
Receita Federal do Brasil para apurar um esquema milionário de tráfico
internacional de drogas e armas na fronteira entre Mato Grosso do Sul e
Paraguai.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia por
videoconferência. Fahd é filho de Nasser Haidar, conhecido como, de 61 anos,
que também é investigado e está foragido. A Justiça determinou que a Polícia
Federal providencie exame de corpo de delito do jovem e apresente o laudo em
até 48 horas.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa atuava
pelo menos desde 2018 e teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos.
O grupo seria comandado por integrantes da família Haidar, com ramificações em
diferentes estados e conexões com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o PGC
(Primeiro Grupo Catarinense).

Entre os principais alvos estão os irmãos Adel Hassan
Haidar, 54 anos, e Bassan Hassan Haidar, 60 anos, apontados como líderes do esquema
e que estão presos. Já Nasser, irmão dos dois, continua sendo procurado pela
Polícia Federal.

As investigações apontam que drogas e armas eram
adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai para abastecer o mercado
brasileiro. Parte dos entorpecentes também teria como destino países europeus,
principalmente Espanha e Portugal.

A dimensão financeira da organização levou a Justiça a
determinar medidas sobre aproximadamente 160 imóveis, mais de 150 veículos,
além de bloqueios de até R$ 300 milhões em contas bancárias de investigados. A
apuração também identificou suspeitas de envolvimento de policiais civis,
militares e um policial rodoviário federal no fornecimento de informações
sigilosas e na proteção das atividades criminosas.

A Operação Ifrit mobilizou equipes em Mato Grosso do Sul
e outros seis estados, com o cumprimento de 76 mandados de busca e apreensão,
25 de prisão preventiva e um de prisão temporária.