
O diretor-executivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Jean Coelho e o diretor de inteligência, Allan da Mota Rebello, foram dispensados das suas funções nesta terça-feira (31.mai.22), conforme publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.
A queda dos chefes ocorre uma semana após a morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos. Trabalhador que tinha esquisofrenia, que foi capturado por estar sem capacete, algemado, torturado e asfixiado numa viatura por 5 Policiais Rodoviários Federais (PRFs), em Umbaúba, em 25 de maio. Postamos aqui no MS Notícias reportagens e um vídeo que mostra os últimos momentos de vida de Genivaldo – atenção: as imagens são fortes. Clique AQUI para ver o vídeo.
Em 6 de maio de 2021, Jean Coelho havia sido nomeado diretor-executivo da PRF. Portanto, ele está saindo após um ano no cargo.
Allan da Mota Rebello, entrou no cargo em 13 de maio de 2021. Naquela ocasião, substituiu Moises Dionísio da Silva, que estava na fundção de Diretor de Inteligência da PRF, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele também está saindo após um ano no cargo.
MORTE DE GENIVALDO
O homem foi posto no porta-malas de uma viatura da corporação, que foi transformada por agentes em uma “câmara de gás”, em uma tentativa de contê-lo durante uma abordagem. A vítima morreu no mesmo dia após ser atendida em um hospital de Umbaúba, no sul de Sergipe. A relação entre a dispensa dos diretores e esse caso não foi esclarecida pelo governo.
Em nota, a PRF havia informado que, durante a abordagem da equipe, Genivaldo reagiu de forma agressiva e precisou ser contido com técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo. O órgão disse ainda que abriu procedimento disciplinar para averiguar a conduta dos policiais envolvidos, que foram afastados.
Além da apuração aberta na esfera criminal, para acompanhar as investigações sobre a responsabilidade dos policiais pela morte de Genivaldo, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão abriu uma apuração no âmbito cível sobre “violações aos direitos dos cidadãos e, em especial, aos direitos das pessoas com deficiência”. Segundo a família de Genivaldo, o homem sofria de esquizofrenia e fazia uso de medicamentos há 20 anos.
























