
Governadores dos três principais Estados do Brasil, em importância econômica, política e em proporção de votos, anunciaram apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. A onda de apoios à direita fez o candidato do PL largar à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ampla margem nesta corrida eleitoral do segundo turno. O petista obteve o apoio formal do PDT – Ciro Gomes endossou a aliança, mas não citou o nome do petista em sua fala – e aguarda o posicionamento de Simone Tebet (MDB).
São Paulo é o maior colégio eleitoral do País, concentra 22,16% dos eleitores. Em seguida aparece Minas, com 10,41% dos eleitores – o Rio concentra 8,2% dos eleitores. Bolsonaro conquista, também, apoio de poderosas máquinas públicas, que estarão a partir de agora azeitadas ao seu paladar político.

O primeiro apoio veio do governador reeleito de Minas Gerais. Romeu Zema, do Novo. Ele disse que sempre dialogou com Bolsonaro e disse que neste momento era preciso colocar as divergências de lado. “Acredito muito mais na proposta de Bolsonaro do que do adversário”, afirmou ao declarar endosso a Bolsonaro.
Ainda em Brasília, Claudio Castro (PL), governador reeleito no Rio de Janeiro, foi além. Disse que vai fazer do Estado a “capital da vitória do chefe do Executivo. “Não preciso lhe franquear o meu apoio porque isso o sen mil votos de hor já tem desde sempre. Mas dizer aqui que o Rio de Janeiro vai se superar, já tivemos mais de 800 mil votos de diferença e, agora, vamos sacramentar a vitória”, anunciou Castro.
Depois do almoço, foi a vez do governador de São Paulo, derrotado nas urnas, anunciar que vai atuar pela campanha de Bolsonaro no Estado. Rodrigo Garcia se encontrar com Bolsonaro e declarar apoio incondicional. Bolsonaro comemorou. “Esse apoio é muito bem-vindo, agradeço de coração a ele”.
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Esses apoios podem ser decisivos para Bolsonaro reverter a vantagem do ex-presidente Lula. O Sudeste é fundamental nesta campanha tanto que as campanhas já concentraram as agendas públicas no primeiro turno na região. Em Minas, Lula venceu Bolsonaro por margem apertada – a diferença foi pouco superior a meio milhão de votos. Em São Paulo, Bolsonaro já venceu – reuniu 12,2 milhões de votos contra 10,4 milhões de Lula. O mesmo ocorreu no Rio de Janeiro, 4,8 milhões contra 3,8 milhões de Lula.
Enquanto Bolsonaro nadava de braçada em apoios importantes, a campanha petista obteve o apoio do Cidadania e do PDT. Ciro Gomes endossou a decisão do seu partido, mas em sua declaração de apoio não citou o nome do ex-presidente Lula.
“Eu gravo esse vídeo para dizer que acompanho a decisão do meu partido, o PDT. Frente às circunstâncias, é a última saída. Lamento que a trilha democrática tenha se afunilado a tal ponto que reste para os brasileiros duas opções, ao meu ver, insatisfatórias”, justificou Ciro. O pedetista se comprometeu a ocupar nenhum ministério caso o petista vença a disputa. “Não aceitarei cargo em um eventual governo, quero ser livre”, completou.
A decisão do PDT foi tomada após uma reunião da Executiva Nacional, que foi realizada de forma semipresencial, com uma parcela do partido na sede nacional da sigla, em Brasília, e outra parte participando por videoconferência. Ciro foi um dos que não estiveram na capital federal.
Além do PDT, o PT também obteve o apoio do Cidadania.
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Para o cálculo de apoios no segundo turno, resta a posição de Simone Tebet (MDB). A senadora é dona de um patrimônio de 4,9 milhões de votos – neste momento da campanha, é um capital e tanto.
*Com reportagem de Gustavo Queiroz, Pedro Venceslau, Iander Porcella, Beatriz Bulla, Eduardo Gayer
























