Campo Grande alaga quando chove e prefeita diz que ‘não tem o que fazer’

Em meio a semanas de chuvas persistentes e registros frequentes de alagamentos, a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou nesta terça-feira (24) que, diante do volume acumulado de precipitação, não há medidas imediatas capazes de impedir os transtornos na Capital.

Durante coletiva no Paço Municipal, a chefe do Executivo declarou que o solo está saturado após o registro de 360 milímetros de chuva e que, neste momento, a administração municipal atua apenas na resposta emergencial aos danos. “O que nós temos que fazer? Esperar passar esse período e recuperar os danos das chuvas, não tem o que fazer, está chovendo”, afirmou.

Os temporais têm provocado alagamentos em bairros como Noroeste, Centro, Tiradentes, Otávio Pécora, Veraneio, Panorama, Oiti, Centenário e Vila Ipiranga, além de comprometer o tráfego e a mobilidade urbana.

Segundo a prefeita, equipes da Defesa Civil, da Secretaria de Obras e da Assistência Social estão mobilizadas para atender famílias afetadas, enquanto o canal 156 permanece disponível para registro de ocorrências.

Adriane reconheceu que áreas que historicamente não sofriam com enchentes passaram a registrar inundações, como a região da Avenida João Arinos, próxima à entrada do Noroeste. Ela atribuiu o fenômeno ao processo de impermeabilização do solo urbano e às mudanças no padrão das chuvas.

Como solução estrutural, a gestão municipal aposta na implantação de novas bacias de contenção em pontos considerados críticos. Uma delas está em execução no bairro Noroeste. A prefeita destacou que obras desse tipo já teriam solucionado problemas em outras regiões, mas admitiu que o período de chuvas contínuas dificulta a conclusão dos serviços.

A Prefeitura informou que novas intervenções serão planejadas conforme o levantamento dos prejuízos causados pelas chuvas, com o objetivo de mitigar impactos em futuros eventos climáticos extremos.