Cetro-Oeste elegeu 4 senadores bolsonaristas

No domingo (2.set.22), eleitores de todo o país escolheram um representante de cada um dos 26 estados e do Distrito Federal para o Senado. 

A região Centro-Oeste, formada por três estados: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mais o Distrito Federal, elegeu 4 senadores bolsonaristas.  

Eles terão um mandato de oito anos, que começa em 1º de fevereiro de 2023. Foi eleito em Goiás: Wilder Morais (PL). Ele já foi senador entre julho de 2012 e janeiro de 2019 e retornao a Casa com 781.534 votos (25,37% dos votos válidos). No 1º mandato ele assumiu a vaga de Demóstenes Torres, após o titular da vaga ter sido cassado. Empresário, Wilder foi um dos fundadores da Orca Construtora em 1997 que, dentre outros clientes, reformou e construiu edificações da rede Carrefour em várias regiões do país.

No setor público, além de senador, Wilder também foi secretário de Estado de Infraestrutura de Goiás, em 2011. No Senado, orgulha-se de ter apresentado mais de 200 projetos e relatorias, ligado a temas como municipalismo e combate à burocracia. Também relata ter viabilizado mais de R$ 4 bilhões para Goiás em destinações orçamentárias, possibilitando a construção de 30 mil casas, dentre outras realizações.

No Mato Grosso foi reeleito Wellington Fagundes (PL) em mais um mandato no Senado. Ele teve 751.221 votos ( 63,53% dos votos válidos). 

Wellington Fagundes comemorou sua reeleição. — Posso prometer trabalhar muito, dedicar muito, cada momento é um aprendizado, eu vou responder com muito trabalho. Nós vamos trabalhar para ajudar mais Mato Grosso, vamos garantir emprego, geração de renda para quem acredita no Mato Grosso — discursou.

Natural de Rondonópolis (MT), Wellington tem 65 anos e é médico veterinário formado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo ainda pós-graduação em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB). Foi vice-líder do governo e líder do PL. Presidiu a comissão Senado do Futuro e coordenou a Frente Parlamentar da Logística de Transportes e Armazenagem. Foi presidente da Associação Comercial Industrial de Rondonópolis (1983-1986). Em 1987 assumiu a Secretaria de Planejamento na sua cidade natal. Em 1990 foi eleito deputado federal, tendo sido reeleito em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, e em 2015, iniciou seu mandato no Senado. Desde 2009 é presidente do PL em Mato Grosso.

Mauro Carvalho Júnior (União), primeiro suplente da chapa, foi secretário-chefe da Casa Civil do governo de Mato Grosso e Rosana Martinelli (PL), segunda suplente, foi prefeita de Sinop (MT) entre os anos de 2017 e 2021.

A deputada federal e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul, com 697.280 votos (60,99 % dos votos válidos). 

Tereza Cristina Correa da Costa Dias tem 68 anos e nasceu em Campo Grande. É engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa (MG) e produtora rural, foi ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do governo de Jair Bolsonaro. Dirigiu a Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul e foi secretária estadual de Produção na gestão de André Puccinelli (MDB). Foi eleita deputada federal em 2014 pelo PSD e está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados.

Eleita senadora pela coligação Trabalhando por um Novo Futuro (PDT, PSDB, Cidadania, Republicanos, PL, PSB e PP), Tereza Cristina terá como suplentes Tenente Portela (PL) e Paulo Salomão (PP).

E por fim, Distrito Federal, que elegeu senadora Damares Alves (Republicanos) foi eleita senadora pelo Distrito Federal. Ela teve 714.562 votos (44,98% dos votos válidos). Esse é o seu primeiro mandato eletivo.

A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu alterações na legislação penal e disse que pretende trabalhar em defesa da criança e dos idosos. Em entrevista à Rádio Senado, Damares disse que já esperava a sua eleição para o Senado e que a Casa vai ter que se dedicar a debater os temas de interesse da sociedade.

— O Senado vai ter que se debruçar sobre grandes debates — reforma administrativa, reforma econômica, reforma nas leis penais, a proteção das crianças. Queremos ampliar essas discussões — concluiu.

Damares Regina Alves nasceu em Paranaguá (PR) e tem 58 anos. Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos desde o início do governo Bolsonaro, pediu demissão do cargo para disputar a vaga ao Senado. Antes de assumir o ministério, foi assessora parlamentar no Congresso Nacional por mais de 20 anos. 

Damares é formada em direito pelas Faculdades Integradas de São Carlos e foi pastora evangélica na Igreja do Evangelho Quadrangular e na Igreja Batista de Lagoinha, em Belo Horizonte. Seu primeiro suplente é Manoel Arruda (União), e o segundo, Pastor Egmar (Republicanos).