
Ciclistas de Dourados se reuniram na altura do número 190 da Rua Joaquim Teixeira Alves, região central, para prestar uma homenagem póstuma ao ciclista Edivaldo Nunes, vítima recente do trânsito da cidade. No local foi instalada uma Bicicleta Branca (Ghost Bike), intervenção urbana que simboliza memória e protesto diante das mortes de ciclistas.
A iniciativa foi organizada por participantes da Bicicletada, encontro mensal de ciclistas que, neste mês de setembro, substituiu o tradicional passeio pela homenagem. A ação contou com o apoio do Coletivo Bici nos Planos MS, que atua em defesa de políticas públicas de mobilidade urbana sustentável e mais segurança para os ciclistas da região.
Durante a instalação, vizinhos e comerciantes também participaram, expressando pesar pelo acidente. Uma moradora relatou que ficou profundamente abalada ao presenciar o corpo de Edivaldo sem vida e não conseguiu dormir por três dias. Outros destacaram que o cruzamento é conhecido pela frequência de acidentes e pediram intervenções do poder público, como sinalizadores sonoros, semáforos e medidas de acalmamento de tráfego.
O caso de Edivaldo se soma a outras três mortes de ciclistas em Dourados apenas em 2025. Em 16 de maio, Anyelo Neptali Lorant Ramos, de 46 anos, foi atropelado na BR-163 a caminho do trabalho. No dia 28 de maio, Marcos João Soares, 49 anos, morreu após ser atropelado no cruzamento das ruas Olinda Pires de Almeida e Albino Torraca. Já em 31 de junho, Adão Brites Amarilia, 42 anos, da etnia Kaiowá, foi atropelado por uma carreta no anel viário entre a Avenida Guaicurus e a MS-156, próximo à reserva indígena.
A Bicicleta Branca é reconhecida internacionalmente como um memorial silencioso, que denuncia a violência no trânsito e cobra soluções urgentes para a mobilidade urbana. Em Dourados, ciclistas destacam que a cidade precisa avançar em medidas concretas de proteção para evitar novas tragédias.
Para o mês de outubro, está prevista uma bicicletada especial com crianças e famílias, aliada a uma roda de conversa sobre os desafios da segurança viária. A proposta é incentivar as novas gerações a ocupar as ruas com bicicletas, ao mesmo tempo em que se discute como transformar a cidade em um espaço mais seguro e inclusivo.






























