A primeira divisão holandesa decidiu proibir o uso de grama sintética em todos os clubes da Eredivisie a partir da temporada 2025/2026. Essa determinação foi tomada tanto pela liga holandesa quanto pelos 18 times que compõem a primeira divisão.
A partir da próxima temporada, será implementado um novo protocolo com requisitos para todos os tipos de gramados, e ao final das duas próximas temporadas, a grama artificial será completamente proibida na Eredivisie.
Qual é o motivo da oposição dos clubes ao gramado sintético?
A maioria dos clubes que representam a Holanda em competições internacionais, como a Liga dos Campeões e a Liga Europa, acredita que o grande número de gramados artificiais na liga holandesa dificulta a atração de jogadores de alto nível. De acordo com um estudo da NFL, os jogadores têm até 69% mais chances de sofrer lesões em gramados artificiais. Em março, um estudo nos Estados Unidos relacionou seis mortes ao campo sintético do Philadelphia Phillies, da MLB. A Agência de Proteção Ambiental americana argumentou que o câncer no cérebro que levou à morte dos jogadores da equipe foi causado por compostos químicos presentes na grama sintética. Além disso, existem estudos que indicam que esse tipo de gramado é prejudicial ao meio ambiente.
Na Premier League, por exemplo, não é mais permitido o uso de grama sintética nos estádios. Em Portugal, gramados naturais ou híbridos são exigidos em todas as três divisões profissionais. Mesmo na MLS, que foi a primeira liga a adotar essa prática, apenas duas equipes, Seattle Sounders e New England Revolution, mantêm gramados sintéticos.
E quanto aos clubes que são favoráveis ao uso de grama sintética?
Houve um momento em que quase metade dos clubes das duas principais divisões da Holanda jogava em gramados sintéticos, mas agora apenas quatro clubes, Cambuur, Emmen, Volendam e Excelsior, continuam utilizando esse tipo de gramado. O principal estádio do país, a Arena Johan Cruyff, possui um gramado híbrido. Enquanto os clubes maiores, como Ajax, Feyenoord, AZ e PSV, pressionaram pela eliminação da grama sintética, outros clubes menores seguiram na direção oposta. Os times de menor porte argumentam que o uso de grama natural aumenta os custos com manutenção nos campos de treinamento e no estádio. O Excelsior, de Roterdã, já indicou que necessitará de apoio financeiro da liga para fazer essa transição.
Este tipo de conteúdo você confere no Flashscore, que faz a cobertura do futebol nacional e internacional, além de outros esportes ao redor do mundo. Nossa plataforma é uma das mais baixadas do mundo, com resultados ao vivo de mais de 30 modalidades. Baixe o app e conheça mais.
























