O dólar à vista encerrou a terça-feira (25) estável, cotado a R$ 5,75, após oscilar entre R$ 5,74 e R$ 5,81 ao longo do dia. O movimento ocorreu após a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de fevereiro, que registrou alta de 1,23%, abaixo da expectativa do mercado, mas ainda representando forte aceleração em relação a janeiro.
A divulgação do indicador do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) trouxe preocupação ao mercado, pois o índice acumula alta de 4,96% em 12 meses, acima da meta do Banco Central, que é de 3% com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. O resultado elevou as incertezas sobre a condução da política monetária no Brasil.
Já o principal indicador da bolsa de valores, o Ibovespa, avançou 0,46%, fechando aos 125.980 pontos, após ter caído 1,36% na véspera.
No cenário fiscal, falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também influenciaram o mercado. Lula anunciou novas medidas para ampliar a popularidade do governo, incluindo ajustes no programa Pé-de-Meia e no Farmácia Popular, além da expectativa de mudanças no saque-aniversário do FGTS.
Em entrevista à imprensa nacional, Haddad afirmou que não há ajuste fiscal viável sem crescimento econômico e que a prioridade é equilibrar as contas públicas sem prejudicar a população de baixa renda.
No exterior, investidores monitoraram os desdobramentos das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). A medida gerou receios de que um aumento nos preços dificulte novos cortes de juros pelo Federal Reserve. Segundo a Reuters, o tema será discutido em audiências nos próximos meses.
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