
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, colocou em funcionamento a plataforma ArboNotifica, um sistema digital criado para acompanhar, organizar e registrar, em tempo real, os casos de arboviroses no município. A ferramenta permite o monitoramento contínuo de doenças como dengue, zika, chikungunya, mayaro e oropouche, fortalecendo as ações da Vigilância em Saúde.
A implantação do sistema teve início na segunda-feira, 5 de janeiro, com um projeto piloto nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A previsão é de que a plataforma seja ampliada gradualmente, seguindo o cronograma técnico estabelecido pela secretaria.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, o acompanhamento em tempo real representa um avanço importante no enfrentamento das doenças transmitidas por vetores. “Esse monitoramento permite ações mais rápidas e efetivas contra focos de infestação e está alinhado à determinação do prefeito Marçal Filho de priorizar integralmente a saúde pública”, destacou.
A ArboNotifica será utilizada de forma integrada por toda a rede notificadora do município, envolvendo unidades públicas e privadas, como UBS, UPA, hospitais, clínicas, farmácias notificantes, Vigilância em Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). De acordo com o secretário, essa integração permitirá identificar rapidamente as regiões com maior incidência das doenças, direcionando de forma precisa o trabalho dos agentes de endemias e das equipes de saúde.
Entenda as arboviroses
As arboviroses são doenças causadas por vírus transmitidos principalmente por artrópodes, como mosquitos. Entre os principais vetores estão os gêneros Aedes, Culex e Anopheles, além de vírus do grupo Orthobunyavirus. A infecção ocorre quando o inseto pica uma pessoa contaminada e, posteriormente, transmite o vírus a outras pessoas.
Entre as enfermidades mais conhecidas estão a dengue, a chikungunya, a zika e a oropouche. Os sintomas variam de quadros leves até manifestações mais graves, incluindo febre alta, dores musculares e articulares, cefaleia intensa e, em casos específicos, complicações neurológicas ou riscos durante a gestação.
O controle dessas doenças exige ações contínuas, como a eliminação de criadouros do mosquito, uso de repelentes, controle vetorial e campanhas de conscientização. A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a participação da população é fundamental para reduzir a circulação dos vírus e minimizar os impactos das arboviroses na saúde pública.





























