

O carro elétrico está aí, mas não do jeito que estava sendo imaginado há poucos anos, quando o interesse pelo admirável novo mundo da energia ganhou força sob a fumaça gerada pela Dieselgate da VW.
Se ela, altamente tradicionalista, podia ir pelo caminho elétrico, porque outros também não? Bem, nem todos, mas o ambiente criou a oportunidade para os pequenos crescerem e aparecerem.
Diversas startups começaram a surgir e não apenas nos EUA, com a China e Europa vendo essas pequenas organizações ganhando força e dinheiro para suas ideias exóticas e revolucionárias sobre rodas.
Teve de tudo, de um carro-robô de entregas até um caminhão autônomo movido por hidrogênio, passando por algumas querendo concorrer com marcas tradicionais como a Volkswagen.
Em 2020, o boom das startups viu a Covid-19 lançar ao chão a realidade, a de que nada se cria do zero da noite para o dia.
Antes, empresas como Nikola, Lordstown, Canoo, Faraday Future, Fisker, Aptera, Workhorse, Arrival, Navya, entre outras, ganharam a simpatia de investidores de todo tipo, incluindo aqueles do chamado “cheque em branco” e “investidores a descoberto”.
Com centenas de milhões de dólares entrando e nenhum carro elétrico saindo, a SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, começou a investigar denúncias de negócios de fachada, que não tinham sequer o produto pronto para entrar em produção.
Escândalos como da Nikola e da Faraday Future, jogaram areia no caminhão de captação de dinheiro das startups, muitas delas sem recursos para ir além de 30 dias de operação.
De 10 startups analisadas pelo site Automotive News, apenas quatro tinham dinheiro para ir até o final de 2023.
Puxadas pelo sucesso da Tesla, empresas como a Rivian, ganharam impulso com investimentos de grandes empresas, como Ford e Amazon, mas agora, com juros altos e maior cautela dos investidores, a operação dela e de outras está em risco.
Para muitos analistas de mercado, o boom das startups de carros elétricos passou e agora é hora de ver quem sobreviverá sem a mesma facilidade de obter dinheiro, como há pouco mais de três anos.
A visão é a de que, por melhores que fossem as propostas, a realidade se mostrou na primeira crise. Diferente de outros setores, o automotivo é um jogo de grandes players numa partida que já dura mais de um século.
[Fonte: AN]
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