Elétricos: marcas querem limitar importação para fazer aqui

toyota corolla hybrid sedan 1

Atualmente os carros elétricos possuem imposto de importação zero, porém, a depender dos fabricantes de veículos com fábricas aqui, isso mudará com uma proposta ao novo governo.

Nas próximas semanas, a Anfavea deve entregar ao governo uma proposta para revisar a atual política de importação de carros elétricos, de modo a limitar sua entrada, visando a produção local.

Para as montadoras, a isenção de imposto de importação para carros elétricos é um entrave para sua produção no país e com a proposta, a ideia é taxar novamente esse tipo de veículo que vem de fora.

A proposta com um modelo de tributação para os carros elétricos ainda está sendo elaborada pela Anfavea, mas a ideia é um aumento gradual das alíquotas sobre os importados, assim como a possibilidade futura de se limitar os volumes trazidos de fora, igualmente de forma gradual.

Uma fonte do site Automotive Business, comentou: “Existe um consenso na indústria de que é preciso trazer novas tecnologias para a produção local, as matrizes estão cobrando isso. Reduzir o imposto de importação foi uma grande medida para popularizar a propulsão elétrica, mas chegou o momento de nacionalizar. Se não fizermos isso, ficaremos fora do jogo global”.

A eletrificação é um assunto que está em pauta nas montadoras, uma vez que as linhas de produção estão ociosas e fazer carros elétricos ou híbridos por aqui, ajudaria a reduzir isso.

Com empresas como VW, Stellantis e Toyota buscando a eletrificação por meio de híbridos flex, aproveitando o etanol, a indústria nacional não quer perder o bonde global, porém, existem diferenças de pensamento sobre o assunto.

A Stellantis defende um modelo de desenvolvimento local de híbridos flex e não “trazer kits importados da Ásia”, como mencionou Antonio Filosa, CEO da empresa na região.

Filosa enaltece a capacidade nacional de desenvolvimento de produtos e tecnologias para se fazer aqui carros híbridos flex, evitando depender de importações e do dólar.

[Fonte: Automotive Business]