
Uma mulher identificada como Erivete Barbosa Lima de Souza, de 48 anos, foi morta com dois golpes de faca pelo companheiro, Adeilton José da Silva Santos, de 30 anos, na madrugada desta sexta-feira (10), em Paranaíba. O crime ocorreu durante uma discussão na residência do casal, localizada em um seringal na zona rural do município. Este é o 29º caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2025.
De acordo com a delegada Eva Maria Cogo, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Paranaíba, o casal passou a noite consumindo bebidas alcoólicas na casa de vizinhos, onde vivem outras três famílias de trabalhadores rurais. “Eles ficaram bebendo até por volta das oito da noite. Quando voltaram, começaram a discutir. Ela chegou a juntar as coisas para ir embora — a bolsa dela foi encontrada caída no início da estrada. Foi nesse momento que ele a atacou, desferindo ao menos dois golpes, sendo um no tórax e outro na lateral, o primeiro o mais profundo e fatal”, relatou a delegada.
Após ferir a companheira, Adeilton pediu ajuda aos vizinhos ao perceber a gravidade dos ferimentos. A vítima foi colocada em um carro e levada à Santa Casa de Paranaíba, onde chegou sem vida. O autor acompanhou o socorro e permaneceu no hospital, onde acabou preso em flagrante pela Polícia Militar, acionada pelos próprios funcionários da unidade.
Durante a prisão, Adeilton apresentava sinais de embriaguez e confessou o crime, afirmando não se lembrar da motivação. Ao ser questionado, resumiu o motivo em uma frase: “Foi a cachaça.” A faca utilizada no crime foi apreendida pela polícia.
Histórico de violência e controle
As investigações apontam que o casal mantinha um relacionamento recente, de cerca de seis meses, e havia se mudado para Paranaíba há aproximadamente três meses. Nenhum dos dois era natural da cidade — ele é de Rondônia e ela, de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, já havia histórico de agressões e ameaças. A filha da vítima, que mora no interior paulista, relatou à polícia que a mãe vinha sendo controlada e intimidada por Adeilton, que já havia destruído objetos pessoais, como a televisão e o celular, e chegou a escrever atrás de uma porta que iria matá-la.
Além disso, o suspeito já possuía antecedentes por violência doméstica em Rondônia, onde foi investigado por agredir uma ex-companheira.
Até o momento, nove testemunhas foram ouvidas no auto de prisão em flagrante. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Paranaíba, que apura se o crime foi premeditado e se houve novas ameaças nos dias anteriores ao assassinato.





























