Forte chuva volta a alagar ruas e provocar estragos em Campo Grande

Depois dos estragos provocados pela chuva ontem, a tarde desta quarta-feira (7) também foi marcada por chuva intensa em Campo Grande. Em poucos minutos, o volume de água e a ventania foram suficientes para deixar diferentes bairros da Capital em caos. 

De acordo com dados compilados pelo meteorologista Natálio Abrahão, algumas regiões concentraram os maiores índices de precipitação. No Jardim Panamá, o acumulado chegou a 17,8 milímetros, enquanto os bairros Universitário e Alves Pereira registraram 17,4 milímetros cada. Já no Jardim São Bento e no Carandá Bosque, os volumes ficaram entre 3,4 e 4,1 milímetros, caracterizando chuva de intensidade moderada, mas em curto intervalo de tempo.

Apesar do cenário de instabilidade, não há previsão de novos episódios de chuva para o restante do dia, segundo as informações meteorológicas.

Quedas de árvores e transtornos

Mesmo com duração reduzida, o temporal provocou uma série de ocorrências. No bairro Universitário, uma árvore de grande porte caiu sobre um carro estacionado, causando perda total do veículo. No Iracy Coelho, moradores registraram enxurrada invadindo uma borracharia localizada na Rua Gaudiley Brun. Segundo relatos, a situação se repete sempre que chove com maior intensidade, mas, desta vez, não houve danos materiais.

No bairro Monte Alegre, outra árvore caiu atravessada na via, bloqueando completamente o tráfego. O trecho afetado é utilizado por linhas de transporte coletivo, o que exigiu alteração temporária no trajeto. Situação semelhante foi registrada na Rua Antônio Luiz de Freitas, no Jardim Tarumã, onde a queda de uma árvore deixou metade da pista interditada, obrigando motoristas a redobrar a atenção.

A ventania também derrubou uma árvore na Rua dos Recifes, no bairro Coophavila II, nas proximidades da Escola Estadual Professora Delmira Ramos dos Santos. O incidente provocou interrupção temporária no fornecimento de energia elétrica para moradores da região.

As ocorrências reforçam os impactos recorrentes das chuvas intensas na Capital e a necessidade de atenção redobrada da população durante períodos de instabilidade climática.