
A Polícia Civil confirmou nesta terça-feira (27) que a morte de Thiago da Silva Machado, de 37 anos, está diretamente relacionada ao furto de uma caixa de som ocorrido em um bar no distrito de Bocajá, pertencente ao município de Laguna Carapã. O corpo da vítima foi localizado seis dias depois, enterrado em uma cova rasa em uma fazenda de Aral Moreira.
As novas informações vieram a público durante entrevista coletiva realizada em Dourados, conduzida pela delegada Gabriela Vanoni e pelo chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG), Lucas Albé Veppo. Conforme a apuração, três pessoas são investigadas: a proprietária do bar onde ocorreu o furto, o namorado dela e um amigo do casal.
Segundo a polícia, o companheiro da comerciante teria sido o responsável por articular toda a ação. Ele é acusado de atrair Thiago sob falsos pretextos, colocá-lo em uma caminhonete e levá-lo até uma área isolada, onde o homem foi morto com dois tiros. Após o crime, o corpo teria sido deixado em um barranco, próximo a um açude. O terceiro envolvido é investigado por participação e afirmou ter presenciado parte dos fatos, alegando que agiu sob ameaça.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e, como o período de flagrante já havia expirado e ainda não há pedido de prisão preventiva, todos respondem em liberdade.
Vítima era conhecida no distrito
De acordo com os investigadores, Thiago possuía deficiência intelectual e enfrentava dependência alcoólica. Ele era figura conhecida em Bocajá, onde costumava circular pelas ruas, geralmente alcoolizado, mas sem registros de comportamento violento. Morava sozinho, em uma residência simples, sem móveis e sem energia elétrica.
A linha de investigação avançou após depoimentos de moradores que relataram ter visto a vítima acompanhada dos suspeitos no dia 11 de janeiro, data em que desapareceu. O rastreamento apontou que o veículo utilizado saiu do distrito, passou por Amambai e seguiu por uma estrada vicinal até o local do homicídio. Conforme a polícia, bebidas alcoólicas foram usadas como forma de convencimento para que Thiago acompanhasse o grupo.
O inquérito segue em andamento, e a Polícia Civil avalia novas diligências antes de eventual pedido de prisão dos envolvidos.






























