

Nas últimas semanas, a Colômbia se agitou com a possibilidade de ter uma fábrica de carros elétricos e mais, da Colmotores que, “traduzindo”, significa General Motors.
A coisa toda se deu por conta de um entre empresários locais, membros do governo e representantes da GM, no caso Shilpan Amin, presidente da GM International, e Santiago Chamorro, chefe da GM South America.
No encontro, a GM sondou o governo colombiano sobre a possibilidade de o país ser o primeiro da América do Sul a fazer carros elétricos da empresa, o que as autoridades locais apontaram que sim.
A GM teria acenado com um estudo, porém, nada certo sobre a localização de uma linha de montagem de carros elétricos.
Diante de questionamentos sobre o assunto, a resposta da GM foi corporativa: “Estamos sempre vendo oportunidades de novos projetos nas operações onde temos manufatura e o governo da Colômbia está focado na transição energética. No entanto, isso não foi uma confirmação nossa. No momento estamos trabalhando com o Governo da Colômbia na promoção da reindustrialização”.
Bem, isso indica que o sinal de fumaça foi apenas uma emissão de CO2 involuntária, porém, é aquilo, onde há fumaça, há fogo.
De qualquer forma, a GM tem um desafio grande pela frente e sem relação com o que será feito no México, haja visto que os custos de produção são altos na América do Sul, considerando carros elétricos.
A GM precisa encontrar uma forma de reduzir tais custos e adicionar uma plataforma de baixo custo, com baterias mais baratas, para carros focados na região.
Isso só poderá ser feito com ajuda da SAIC-GM-Wuling, cujos projetos para a China deverão envolver também as unidades da América do Sul, visando sua localização nas plantas hoje existentes.
Vislumbrando o que a GM faz na China, dá para pensar numa gama de carros elétricos localizados nacionalmente, ainda mais considerando no projeto as características do mercado local.
Das plantas da GM, pelo menos uma no Brasil poderia ser convertida para produção de baterias de modo a evitar o fechamento, mas caso contrário, a empresa não deixará de construir uma planta ecológica aqui.
A Argentina, como fonte de lítio, pode ainda acabar levanta essa unidade. Bem, por ora, é que o podemos imaginar da GM, que insiste em não apostar no etanol e muito menos em híbridos flex por aqui.
[Fonte: Autocosmos]
























