O líder dos caminhoneiros Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, afirmou que existe 95% de chance da categoria entrar em greve para protestar contra os reajustes nos combustíveis anunciados pela Petrobras no dia 10 de março.
Conforme informado pela coluna de Guilherme Amado, do portal Metrópoles, a conversa aconteceu entre Dedeco e interlocutores do banco suíço Credit Suisse na última quarta-feira (16).
Questionado sobre a chance uma paralisação nacional em uma escala de zero a dez, ele apontou: “Nove e meio. Pode ter certeza de que tem condições de parar e isso vai acontecer cedo ou tarde”.
O líder, no entanto, se recusou a fornecer mais detalhes sobre o pretexto de “pegar o país e a Petrobras de surpresa”. “Não damos data, mas vai acontecer”, prometeu.
Mais reajustes?
De acordo com Dedeco, a greve pode acontecer de forma ainda mais natural caso a Petrobras anuncie um novo ajuste nos preços dos combustíveis. “Acredito que se a Petrobras der mais um aumento, o Brasil vai parar instantâneo”, opinou.
Ele ainda disse que, atualmente, cerca de 90% dos líderes da paralisação de 2018 – ocorrida no governo de Michel Temer – acreditam que a única solução para reduzir os preços é fazer uma greve.
Greve chegou a acontecer
Um dia depois do reajuste da Petrobras, caminhoneiros e transportadoras de combustíveis decidiram paralisar as operações. Em comunicado, os profissionais disseram que os aumentos inviabilizam o frete e que novas viagens só voltarão a ser realizadas quando as condições financeiras forem restabelecidas.
Conforme divulgado pelo portal O Tempo, a orientação era para que os caminhoneiros que estivessem transportando cargas terminassem as entregas e voltassem para as bases.
Fonte: Yahoo!