
Preso cerca de 30 minutos depois do assassinato de Alliene Nunes Barbosa, 55 anos, o venezuelano Cristian Alexander, 44, negou ter matado a ex-esposa durante depoimento ao delegado Marcos Werneck Pereira, em Dourados. A ex-guarda municipal foi encontrada com 23 ferimentos por faca na residência onde morava, na Vila Sulmat. O caso marca o 37º feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul e o sexto registrado em novembro.
Segundo o boletim de ocorrência, Cristian teria confessado o crime inicialmente aos policiais militares que atenderam a ocorrência. No entanto, ao prestar esclarecimentos formais na Depac, voltou atrás e disse não ter relação com o assassinato. Ele relatou que o casal vivia em meio a brigas motivadas por ciúmes e afirmou, chorando, não saber por que havia sido preso anteriormente.
Cristian, que usa tornozeleira eletrônica, foi encontrado na casa da mãe, no Bairro Industrial. Em meio às respostas desconexas, o venezuelano mencionou o suposto envolvimento de uma vizinha da vítima, mas não conseguiu explicar a dinâmica do crime. Repetiu diversas vezes que Alliene ameaçava denunciá-lo para que ele fosse detido novamente.
Ao ser questionado se a vítima poderia ter se ferido sozinha, o suspeito apenas chorou. “Não tenho nada a ver com o crime”, declarou. Ele também negou ter trancado o filho de Alliene dentro da casa, embora tenha se contradito ao explicar que deixou o menino “em outro cômodo”.
Cristian acabou preso em flagrante por feminicídio.
O crime
O assassinato ocorreu por volta das 23h20, na Rua Romeu Martins de Almeida. O filho de Alliene, um menino de 9 anos, ficou preso dentro da residência por cerca de 40 minutos até conseguir pular o muro e pedir socorro a um vizinho.
O morador contou aos policiais que a criança chegou desesperada, relatando que o padrasto havia matado sua mãe. A guarnição arrombou o portão da casa e encontrou a ex-guarda municipal já sem vida.
Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros confirmaram as 23 perfurações por faca. Após buscas pela região, Cristian foi localizado e detido.
Alliene deixou a Guarda Municipal há mais de dez anos.





























