Idoso infarta e passa dias internado em UPA à espera de vaga na Santa Casa

José Pereira da Silva, de 85 anos, está internado desde a última quarta-feira (11) na UPA (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário) Moreninhas, em Campo Grande, após sofrer um infarto. Entretanto, o idoso apresenta um quadro de saúde delicado, e, apesar de ser classificado como prioridade para uma vaga na Santa Casa, até agora a regulação não autorizou a transferência. 

Ele foi levado à unidade após apresentar uma queda significativa de pressão. Conforme a filha dele, a professora Maria Socorro, o idoso foi internado diretamente na ala vermelha da UPA, destinada a pacientes em estado mais grave. “No dia seguinte ele chegou a ser transferido para a ala verde, mas voltou para a vermelha após ter um novo infarto na sexta-feira”, relatou.

Segundo a família, exames realizados na unidade detectaram alterações nas enzimas cardíacas que indicam possível infarto. No entanto, a UPA não possui estrutura para realizar o tratamento completo. “O médico disse que ele é prioridade para vaga na Santa Casa, mas desde o dia 11 estamos aguardando e a vaga ainda não saiu”, afirmou Maria Socorro.

Ainda conforme a filha, os recursos disponíveis na unidade são limitados. Entre os exames realizados estão apenas raio-X e eletrocardiograma. “A UPA conseguiu diagnosticar, mas não tem recurso para tratar. Ele precisa de exames mais completos e de atendimento em hospital com estrutura”, disse.

João já havia sofrido um infarto em 2017. Na ocasião, ele foi atendido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) coronariana da Santa Casa de Campo Grande, onde passou por tratamento antes de receber alta. O idoso também faz uso contínuo de medicamentos para hipertensão e diabetes.

“Ele precisa de atendimento com urgência, porque o quadro está piorando”, reforçou a filha. Além disso, a família desconfia que a vaga tenha saído na tarde deste sábado (14), mas que não foi repassada ao idoso. 

A reportagem tentou contato com a Santa Casa de Campo Grande, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações.