Jersey City: como cidade grande não tem mortes no trânsito?

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Ela tem a mesma população de Gravataí-RS ou Marabá-PA, por exemplo, mas além disso, está na chamada Megalópole de BosWash, que vai de Boston a Washington, onde 52 milhões de pessoas vivem.

Contudo, Jersey City, vizinha da ilha de Manhattan, não terá um dado que infelizmente impactará os habitantes de todas as cidades citadas, o número de mortes no trânsito em 2022.

Segundo o VisionZero, um programa internacional de prevenção de acidentes de trânsito, Jersey City não terá nenhuma morte no trânsito no ano que se encerrou.

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Mas, como uma cidade de 289 mil habitantes, segundo o último censo americano, não registrou nenhuma fatalidade em 2022?

O levantamento faz uma ressalva, indicando que apenas as vias administradas pela cidade não registraram mortes, mas mesmo assim, isso é muito significativo, afinal, trata-se de uma cidade de quase 300 mil habitantes e numa região densamente povoada.

Uma característica peculiar de Jersey City é que as principais vias que cortam a cidade são estaduais e federais, especialmente por conta do acesso à Nova Iorque e também por estar no limite jurisdicional de estados.

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Para piorar a coisa, a Route 139 (estadual) corta Jersey City e boa parte dos motoristas usam a avenida local Saint Paul (municipal) para fugir o tráfego pesado e acessar o Holland Tunnel em direção à Manhattan.

Isso sem contar que o tráfego também se conecta com a Interestate 78 (federal), o que seria a receita para o caos, mas Jersey City implementou uma série de mudanças no trânsito local para evitar acidentes e, consequentemente, mortes.

Já tendo instalado faixas de pedestres e lombadas, Jersey City só viu resultado positivo com a introdução de rotatórias nos cruzamentos e equipamentos de direcionamento de tráfego, como cones de trânsito, jardineiras, barris, delineadores de plástico, faixas provisórias, entre outros recursos.

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Inicialmente eram provisórias e Jersey City viu o tráfego local aumentar, porém, a velocidade média cair, mas isso resultou em menos acidentes e, por fim, no não registro de mortes na região.

A cidade aplicou novas políticas de trânsito não só na Saint Paul, tais como ciclovias, extensa sinalização e outras ações, fazendo com que as vias administradas pela cidade se tornassem mais seguras para os pedestres. Lição a ser aprendida?

[Fonte: Bloomberg via Jalopnik]