Jovens que planejaram ataque em escola vão para Unei

A Justiça de Dourados determinou a internação provisória dos três adolescentes apreendidos dentro da Escola Municipal Indígena Francisco Meireles, localizada na aldeia Jaguapiru, na última terça-feira (30). A decisão foi assinada pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, Eguiliell Ricardo da Silva, e prevê que os menores permaneçam cinco dias em cela da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) até a transferência para uma Unei (Unidade Educacional de Internação).

Segundo a Polícia Civil, os jovens confessaram que planejavam realizar um massacre contra professores e colegas, inspirados em conteúdos violentos encontrados na internet. O ataque começaria contra uma professora de Geografia e se estenderia a outros alunos.

Ação frustrada

Encapuzados e armados com facas, um machete, balaclavas, luvas e até calça camuflada, os adolescentes foram flagrados dentro da escola após a direção identificar movimentação suspeita. Dois deles nem sequer pertenciam à turma em que estavam. A rápida intervenção de professores e da direção, seguida da chegada da Guarda Municipal e do SIG (Serviço de Investigações Gerais), impediu que o plano fosse executado.

No momento do flagrante, os menores estavam na sala da direção. Conforme relatos da comunidade escolar, eles repetiam a palavra “massacre”, causando pânico entre alunos e professores.

Outro fator que chamou atenção das autoridades foi o fato de dois adolescentes possuírem tatuagens de suásticas nazistas nos braços, indicando possível motivação ideológica violenta.

O caso gerou forte preocupação na comunidade indígena. As aulas foram suspensas e medidas de segurança adicionais devem ser discutidas. Os adolescentes responderão por ameaça e contravenção de causar pânico coletivo.

Após a audiência judicial, os menores serão encaminhados à Unei, onde deverão cumprir medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).